Crise na Venezuela
Adicionado evento de 16/01/2026 sobre a reunião entre o presidente Lula e militares brasileiros para discutir a crise na Venezuela e o aprimoramento da defesa nacional.
A Crise na Venezuela refere-se à escalada de tensões entre os Estados Unidos e o governo de Nicolás Maduro em 2025-2026, culminando em uma operação militar americana em 3 de janeiro de 2026, que capturou Maduro e sua esposa Cilia Flores em Caracas. Justificada pelos EUA como ação contra narcoterrorismo e o Cartel de los Soles, a crise envolve bloqueios navais, sanções ao petróleo e condenações internacionais por violação do direito internacional. Após a captura, os EUA assumiram o controle direto da comercialização do petróleo venezuelano sob um novo acordo com o governo interino de Delcy Rodríguez, nomeada pelo Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) após a remoção de Maduro. O modelo prevê que as receitas sejam depositadas em contas controladas pelos americanos e destinadas exclusivamente à compra de produtos dos EUA. Para proteger essas receitas de reivindicações de credores privados, o presidente Donald Trump assinou uma ordem executiva em 9 de janeiro de 2026, garantindo que os fundos sejam usados para "paz, prosperidade e estabilidade" na Venezuela. Líderes regionais, como Lula e Gustavo Petro, expressaram grande preocupação, enquanto o Brasil enviou ajuda humanitária e intensificou a vigilância militar em suas fronteiras para lidar com o fluxo migratório crescente. Em 10 de janeiro de 2026, a Venezuela anunciou o retorno de um navio petroleiro, em uma operação conjunta com os EUA, atribuída por Donald Trump a um "grande acordo energético". A crise também impactou Cuba, com Donald Trump declarando em 11 de janeiro de 2026 que a ilha não receberá mais petróleo ou dinheiro da Venezuela, e que Cuba deve "fazer um acordo antes que seja tarde". O secretário do Tesouro dos EUA, Bessent, indicou em 11 de janeiro de 2026 que sanções adicionais contra a Venezuela podem ser suspensas na próxima semana, e que ele planeja se reunir com o FMI e o Banco Mundial para discutir a retomada das relações econômicas com o país. A intensificação do controle fronteiriço e a restrição ao trabalho de profissionais da imprensa, como evidenciado pela detenção do documentarista brasileiro Pietro Krauss em 12 de janeiro de 2026, marcam um novo capítulo na repressão interna e na dificuldade de acesso de estrangeiros ao país. Em 14 de janeiro de 2026, os presidentes Vladimir Putin e Luiz Inácio Lula da Silva conversaram por telefone, expressando apoio à soberania venezuelana e concordando em coordenar esforços para reduzir as tensões na América Latina através das Nações Unidas e do grupo BRICS. No mesmo dia, a Venezuela retomou o acesso à rede social X (anteriormente Twitter), que estava bloqueada há mais de um ano pelo governo Maduro, sinalizando um reposicionamento da estratégia de comunicação do governo interino no ambiente digital. Uma pesquisa da AtlasIntel divulgada em 14 de janeiro de 2026 revelou que 57.7% dos venezuelanos aprovam a ação militar dos EUA no país, refletindo o sentimento da população em relação à crise política e social. Em 15 de janeiro de 2026, a presidente interina Delcy Rodríguez propôs uma reforma da lei de hidrocarbonetos para facilitar investimentos dos EUA no setor petrolífero, buscando uma nova política para o país e demonstrando abertura diplomática com Washington. O governo americano já registrou US$ 500 milhões em receitas de petróleo venezuelano, depositados em contas controladas pelos EUA. No mesmo dia, Donald Trump se reuniu com a líder da oposição Maria Corina Machado, mas manteve sua visão de que Machado não é uma alternativa realista para a Venezuela, elogiando a cooperação de Rodríguez. Em 16 de janeiro de 2026, o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu com militares para discutir a crise na Venezuela e o aprimoramento do sistema de defesa do Brasil, considerando a nova ordem global e a necessidade de reforçar a segurança e soberania nacional.
Desde 2019, os EUA impuseram sanções ao setor petrolífero venezuelano, acusando Maduro de narcotráfico e corrupção. Em 2025, com Donald Trump no poder, houve ataques a embarcações no Caribe e Pacífico ligadas a drogas, apreensões de petroleiros e bloqueio de navios sancionados. Trump posicionou uma frota no Caribe, incluindo o USS Gerald Ford e USS Iwo Jima, visando forçar a renúncia de Maduro e recuperar controle sobre reservas de petróleo. Em dezembro de 2025, sanções atingiram familiares de Maduro. A operação de 3 de janeiro, "Operação Resolução Absoluta", usou a Delta Force para capturar Maduro em 47 segundos. Maduro foi levado a Nova York, onde se declarou inocente em audiência por conspiração para narcoterrorismo.
Em 9 de janeiro de 2026, Donald Trump anunciou que o petróleo venezuelano passaria a ser negociado diretamente pelos Estados Unidos. Sob um novo acordo, os EUA refinarão e venderão até 50 milhões de barris de petróleo bruto da Venezuela. A estatal PDVSA confirmou o avanço das negociações em termos semelhantes aos operados pela Chevron. A receita das vendas será depositada em contas globais controladas pelo governo americano para garantir a "integridade da distribuição", sendo obrigatoriamente revertida para a compra de produtos fabricados nos EUA, como insumos agrícolas, medicamentos e equipamentos elétricos. Trump afirmou que a China, que detinha 68% das exportações venezuelanas, poderá continuar comprando o recurso, mas agora através das negociações com Washington. No mesmo dia, os governos anunciaram o início de um processo exploratório para o restabelecimento de relações diplomáticas e a possível reabertura da Embaixada dos EUA em Caracas. Para proteger as receitas do petróleo venezuelano de reivindicações de credores privados, Trump assinou uma ordem executiva baseada na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional de 1977 e na Lei de Emergências Nacionais de 1976. Esta medida garante que os fundos, considerados propriedade soberana da Venezuela, sejam utilizados para fins governamentais e diplomáticos, promovendo "paz, prosperidade e estabilidade" no país, e não estejam sujeitos a confisco por empresas como Exxon Mobil e ConocoPhillips, que têm reivindicações antigas contra a Venezuela. Em 10 de janeiro de 2026, a Venezuela informou o retorno de um navio petroleiro em uma operação conjunta com os EUA, um evento que Donald Trump associou a um "grande acordo energético" em andamento. Em 11 de janeiro de 2026, o secretário do Tesouro dos EUA, Bessent, declarou que os EUA estão considerando suspender sanções adicionais contra a Venezuela, possivelmente já na próxima semana, e que ele se reunirá com o FMI e o Banco Mundial para discutir a retomada das relações econômicas. Em 14 de janeiro de 2026, o governo venezuelano liberou o acesso à rede social X (anteriormente Twitter), que havia sido bloqueada por mais de um ano durante o governo de Nicolás Maduro, indicando um possível reposicionamento na estratégia de comunicação digital. Em 15 de janeiro de 2026, a presidente interina Delcy Rodríguez anunciou que apresentará uma proposta para reformar a lei de hidrocarbonetos do país, visando facilitar investimentos dos EUA e incorporar fluxos de investimento em novos setores, destinando os fundos do petróleo a trabalhadores e serviços públicos. Ela também expressou o desejo de diplomacia com os EUA e afirmou ter um plano para 2026 para "forjar uma nova política na Venezuela". No mesmo dia, a líder da oposição, Maria Corina Machado, se reuniu com Donald Trump na Casa Branca, mas Trump elogiou a cooperação de Rodríguez e manteve sua visão de que Machado não é uma alternativa realista para a Venezuela.
Ainda em 9 de janeiro de 2026, o presidente Donald Trump intensificou a retórica militar ao afirmar que os Estados Unidos realizarão ataques terrestres contra cartéis na Venezuela. A medida é apresentada como uma extensão da estratégia de combate ao narcoterrorismo, que serviu como justificativa parcial para a captura de Maduro. O objetivo declarado é a desarticulação física das infraestruturas ligadas ao tráfico de drogas e ao Cartel de los Soles, sinalizando que a presença militar americana no território venezuelano pode se expandir para além de operações de inteligência e captura de lideranças políticas.
A crise política e econômica gerou um dos maiores deslocamentos populacionais do mundo, com cerca de 8,6 milhões de venezuelanos vivendo fora de seu país. O Brasil tornou-se um destino central; entre 2019 e 2024, o país concedeu status de refugiado a 164 mil pessoas, das quais 148 mil (90%) eram venezuelanas. O pico de reconhecimentos ocorreu em 2023, com 77.193 concessões, sendo 97% destinadas a cidadãos do país vizinho. Segundo o Censo de 2022 do IBGE, a população venezuelana residente no Brasil saltou de 2.869 em 2010 para 271.514 em 2022, tornando-se a principal nacionalidade estrangeira no país.
Com o agravamento da crise militar em janeiro de 2026, o Ministério da Justiça e Segurança Pública brasileiro passou a monitorar uma nova onda migratória. O Exército Brasileiro intensificou a fiscalização na fronteira de Pacaraima (Roraima), utilizando veículos blindados e tropas armadas para vistoriar o fluxo de pedestres e veículos, visando garantir a segurança e organizar o acolhimento diante da instabilidade em território venezuelano.
Após a captura de Maduro, o regime chavista intensificou a repressão interna sob um decreto de estado de emergência. Foram estabelecidos postos de controle em todo o país, onde agentes de segurança e milícias mascaradas ("colectivos") realizam interrogatórios e vistoriam telefones celulares em busca de indícios de oposição. O governo ordenou a busca e captura de todos os envolvidos no apoio à operação americana. Paralelamente, embora Jorge Rodríguez tenha anunciado a libertação unilateral de prisioneiros como um "gesto de paz", entidades como o Comitê pela Liberdade dos Presos Políticos da Venezuela (CLIPPVE) denunciaram a falta de transparência no processo. Segundo a organização, menos de uma dezena de solturas foram confirmadas de um total de mais de 1.000 detidos políticos, enquanto visitas em prisões como Tocorón foram suspensas sem explicação.
Após os ataques dos Estados Unidos em 3 de janeiro de 2026, a Venezuela reforçou significativamente o controle em suas fronteiras e passou a restringir o trabalho de profissionais da imprensa. Dezenas de jornalistas acompanham a situação do país a partir da cidade colombiana de Cúcuta, na fronteira com o território venezuelano, devido à dificuldade de acesso. A entrada de estrangeiros no país tornou-se mais rigorosa, exigindo, por exemplo, cartas de indicação de moradores locais. Em 12 de janeiro de 2026, o documentarista brasileiro Pietro Krauss foi detido pelas autoridades venezuelanas ao tentar entrar ilegalmente no país pela fronteira com a Colômbia para gravar um documentário. Krauss, que já havia tido sua entrada negada duas vezes formalmente, tentou cruzar a fronteira disfarçado de morador local. Ele foi reconhecido por um agente de imigração, detido em San Antonio del Táchira, teve sua privacidade invadida, o celular revistado e dados apagados, além de relatar insinuações de suborno. Após ser liberado, Krauss foi escoltado até a fronteira, banido da Venezuela por vários anos e obrigado a retornar a pé para a Colômbia, evidenciando as severas restrições e a falta de segurança jurídica para estrangeiros. Em 14 de janeiro de 2026, a Venezuela liberou o acesso à rede social X (anteriormente Twitter), que havia sido bloqueada por mais de um ano durante o governo de Nicolás Maduro. Esta medida pode indicar uma mudança na estratégia de comunicação do governo venezuelano, buscando um reposicionamento no ambiente digital.
A crise provocou uma reação imediata nos mercados globais de energia. Na segunda semana de janeiro de 2026, os preços dos contratos futuros de petróleo WTI e Brent registraram altas significativas devido às incertezas sobre o suprimento global. No entanto, a sinalização de cooperação entre Trump e Delcy Rodríguez para a reconstrução da infraestrutura de petróleo e gás venezuelana trouxe uma nova perspectiva de estabilização. Em 9 de janeiro de 2026, o presidente Trump se reuniu com executivos de grandes petrolíferas americanas, incluindo Exxon, Conoco e Chevron, para incentivá-los a investir US$ 100 bilhões na indústria petrolífera da Venezuela. No campo diplomático, Jorge Rodríguez agradeceu publicamente aos esforços de mediação do presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, do ex-premiê espanhol José Luis Rodríguez Zapatero e do governo do Qatar, embora o nível de envolvimento direto desses atores nas negociações de libertação de presos não tenha sido detalhado. O retorno de um navio petroleiro em 10 de janeiro de 2026, em uma operação conjunta com os EUA, foi um sinal concreto do "grande acordo energético" mencionado por Trump, indicando uma possível normalização das operações de exportação de petróleo venezuelano sob nova gestão. Em 11 de janeiro de 2026, o secretário do Tesouro dos EUA, Bessent, afirmou que os EUA podem suspender mais sanções contra a Venezuela na próxima semana e que ele se reunirá com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial para tratar da retomada de relações econômicas com o país. Em 15 de janeiro de 2026, a presidente interina Delcy Rodríguez propôs uma reforma da lei de hidrocarbonetos para facilitar investimentos dos EUA no setor petrolífero, visando incorporar fluxos de investimento em novos setores e áreas sem infraestrutura. Ela também afirmou que os fundos provenientes do petróleo seriam destinados aos trabalhadores e aos serviços públicos. O governo americano já gerou US$ 500 milhões com a venda de petróleo venezuelano, depositados em contas bancárias controladas pelos EUA, com a conta principal localizada no Catar.
A captura de Nicolás Maduro e a subsequente intervenção dos EUA na Venezuela tiveram um impacto direto nas relações entre Venezuela e Cuba. Em 4 de janeiro de 2026, Donald Trump declarou que Cuba "está pronta para cair", prevendo que a ilha perderia sua principal fonte de renda. Em 11 de janeiro de 2026, Trump reiterou em sua rede social Truth Social que Cuba não terá mais acesso ao petróleo ou ao dinheiro da Venezuela, afirmando que o país caribenho não precisa mais da segurança cubana que recebia em troca do combustível. Ele enfatizou que a Venezuela agora está sob proteção dos EUA e instou Cuba a "fazer um acordo antes que seja tarde". Estima-se que a Venezuela fornecia cerca de 30% do petróleo consumido em Cuba, o que coloca Havana em uma situação vulnerável de abastecimento. Durante a operação de captura de Maduro, 32 agentes de segurança cubanos que faziam a proteção do então presidente venezuelano foram mortos.
Em 14 de janeiro de 2026, os presidentes Vladimir Putin, da Rússia, e Luiz Inácio Lula da Silva, do Brasil, conversaram por telefone e expressaram apoio à soberania da Venezuela. Ambos os líderes concordaram em coordenar esforços para diminuir as tensões na América Latina, utilizando as plataformas das Nações Unidas e do grupo BRICS para tal fim. No mesmo dia, uma pesquisa da AtlasIntel revelou que 57.7% dos venezuelanos aprovam a ação militar de Trump no país, indicando um apoio significativo da população à intervenção. Em 15 de janeiro de 2026, a presidente interina Delcy Rodríguez pediu diplomacia com os EUA, marcando uma mudança na retórica historicamente tensa entre os dois países. Ela também afirmou que, se precisasse viajar para Washington, o faria "por conta própria, sem ser arrastada". No mesmo dia, a líder da oposição, Maria Corina Machado, se encontrou com o presidente dos EUA, Donald Trump, na Casa Branca. Contudo, Trump elogiou a cooperação de Rodríguez e manteve sua visão de que Machado não é uma alternativa realista para a Venezuela. Em 16 de janeiro de 2026, o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva e militares se reuniram para discutir a crise na Venezuela e aprimorar o sistema de defesa do Brasil, em vista da nova ordem global.