Adicionado evento de 31/01/2026 sobre ataques aéreos israelenses em Gaza, com 27 mortos, e a reabertura da passagem de Rafah.
Visão geral
O conflito Israel-Palestina é uma disputa geopolítica complexa e de longa data, caracterizada por tensões históricas, territoriais e religiosas entre israelenses e palestinos. O cerne do conflito envolve questões como o controle de terras, o status de Jerusalém, assentamentos israelenses, fronteiras, segurança e o direito de retorno dos refugiados palestinos. Recentemente, o conflito tem gerado mobilização internacional, incluindo protestos e ativismo em diversas partes do mundo. Planos de paz, como o proposto pelo presidente dos EUA Donald Trump, buscam soluções para a desmilitarização e a governança de Gaza, incluindo a criação de uma administração palestina temporária e tecnocrática e o início da reconstrução da região após um cessar-fogo. Um "Conselho de Paz" para Gaza foi anunciado como parte da segunda fase deste plano, com convites estendidos a líderes mundiais. Donald Trump também apresentou um plano detalhado para uma "Nova Gaza", que prevê a reconstrução do território com arranha-céus, novas zonas residenciais, agrícolas e industriais, além de infraestrutura como um novo porto e aeroporto. Apesar de um cessar-fogo em vigor desde outubro, incidentes violentos e acusações de violação do acordo continuam a ocorrer, resultando em mais mortes e dificultando as negociações. Em 31 de janeiro de 2026, Israel realizou ataques aéreos intensos em Gaza, matando 27 pessoas, incluindo três crianças, e atingindo uma delegacia de polícia, casas e tendas, um dia antes da reabertura da passagem de Rafah. Um desenvolvimento significativo ocorreu em janeiro de 2026, quando Israel anunciou que o Hamas devolveu os restos mortais do último refém que estava sob o poder do grupo.
Contexto e histórico
As raízes do conflito remontam ao final do século XIX e início do século XX, com o surgimento do sionismo e do nacionalismo árabe. A criação do Estado de Israel em 1948, após o fim do Mandato Britânico da Palestina, resultou na primeira guerra árabe-israelense e na Nakba (catástrofe) para os palestinos, que viram a expulsão e o deslocamento de centenas de milhares de pessoas. Desde então, a região tem sido palco de diversas guerras, intifadas (levantes palestinos) e um processo de paz intermitente e frequentemente frustrado. A ofensiva de Israel em Gaza, lançada após o ataque do Hamas em outubro de 2023 que matou 1.200 pessoas, resultou na destruição de grande parte de Gaza e na morte de 71 mil pessoas no território palestino, segundo autoridades de saúde locais. Um cessar-fogo foi estabelecido em outubro, mas as tensões permanecem altas, com acusações mútuas de violação do acordo e mortes contínuas. Em 31 de janeiro de 2026, Israel realizou ataques aéreos que mataram 27 pessoas em Gaza, alegando ter como alvo comandantes e instalações do Hamas e da Jihad Islâmica em resposta a um incidente em Rafah. O Hamas, por sua vez, acusou Israel de violar o cessar-fogo. A questão dos reféns tem sido um ponto central nas negociações, e a devolução dos restos mortais do último refém pelo Hamas em janeiro de 2026 marcou um momento importante no desenrolar do conflito. A reconstrução de Gaza é um ponto crucial, com propostas como a "Nova Gaza" de Donald Trump, que visa transformar o território devastado em um centro moderno com novas infraestruturas e oportunidades econômicas.
Linha do tempo
6 de outubro de 2025: Greta Thunberg e outros 170 ativistas são deportados de Israel para a Grécia e Eslováquia após a interceptação de uma flotilha com mais de 40 barcos rumo à Faixa de Gaza.
23 de dezembro de 2025: Greta Thunberg é presa em Londres durante um protesto pró-Palestina, acusada de exibir um cartaz em apoio a uma organização proibida, o Palestine Action, classificado como grupo terrorista pelo governo britânico.
11 de janeiro de 2026: O Hamas anuncia que dissolverá seu governo na Faixa de Gaza quando um novo corpo palestino assumir o controle da região, sem especificar uma data para a transição.
14 de janeiro de 2026: O enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, anuncia o início da Fase Dois do plano de 20 pontos do presidente Donald Trump para Gaza, que inclui a desmilitarização completa do território, a criação de uma administração palestina tecnocrática de transição e o início da reconstrução da região. É prevista a criação do Comitê Nacional para a Administração de Gaza (CNAG).
15 de janeiro de 2026: Mohammed Al-Holy, comandante local do braço armado do Hamas em Deir al-Balah, está entre os sete mortos em dois ataques aéreos israelenses no centro da Faixa de Gaza. O Hamas condena os ataques, acusando Israel de violar o cessar-fogo em vigor desde outubro. Entre os mortos, está um adolescente de 16 anos. A agência da ONU para a infância reporta que mais de 100 crianças morreram em Gaza desde o cessar-fogo.
17 de janeiro de 2026: Donald Trump anuncia a criação de um "Conselho de Paz" para Gaza, parte da segunda fase do plano de paz, com o objetivo de discutir governança, reconstrução, investimentos e financiamento. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente argentino Javier Milei, e outros líderes são convidados a integrar o conselho. O projeto de estatuto do conselho, acessado pela Reuters, sugere que membros poderiam ter cargos vitalícios mediante uma doação de US$ 1 bilhão, embora a Casa Branca tenha negado a existência de uma taxa mínima de adesão. O major-general americano Jasper Jeffers é designado para dirigir a Força Internacional de Estabilização (ISF) em Gaza.
26 de janeiro de 2026: Israel anuncia que o Hamas devolveu os restos mortais do último refém que estava sob o poder do grupo.
26 de janeiro de 2026: Donald Trump lança o "Conselho de Paz" no Fórum Econômico Mundial em Davos, Suíça, apresentando planos para uma "Nova Gaza" com arranha-céus, zonas residenciais, agrícolas e industriais, um novo porto e aeroporto. Jared Kushner detalha a necessidade de remover 60 milhões de toneladas de escombros e a desmilitarização do Hamas. O plano inclui a construção de uma "Nova Rafah" com mais de 100 mil moradias, centros educacionais e instalações médicas, com previsão de conclusão em 2-3 anos. O chefe do NCAG, Ali Shaath, anuncia a abertura do cruzamento fronteiriço de Rafah com o Egito na próxima semana.
Principais atores
Israel: Estado no Oriente Médio, parte central do conflito. Desde o cessar-fogo em outubro, três soldados israelenses morreram. Em janeiro de 2026, anunciou a devolução dos restos mortais do último refém pelo Hamas. Em 31 de janeiro de 2026, realizou ataques aéreos em Gaza que mataram 27 pessoas, alegando ter como alvo comandantes e instalações do Hamas e da Jihad Islâmica em resposta a um incidente em Rafah. O presidente israelense, Isaac Herzog, elogiou os esforços de Trump para a paz, mas ressaltou a necessidade de remover o Hamas de Gaza.
Palestinos: Povo árabe que reivindica um Estado independente na região. Mais de 477 palestinos morreram em ataques israelenses nos últimos três meses desde o cessar-fogo, segundo o Ministério da Saúde de Gaza, incluindo mais de 100 crianças. Em 31 de janeiro de 2026, 27 palestinos, incluindo três crianças, foram mortos em ataques aéreos israelenses. O presidente da Autoridade Palestina (AP), Mahmoud Abbas, exige a plena implementação do plano de paz, incluindo a retirada das forças israelenses e um papel central para a AP no governo da Faixa de Gaza.
Hamas: Grupo político e militar palestino que governa a Faixa de Gaza e recentemente declarou que dissolverá seu governo quando um novo corpo palestino assumir o controle. É pressionado a cumprir os termos do plano de paz dos EUA, incluindo a desmilitarização. Acusa Israel de violar o cessar-fogo e de tentar minar os esforços internacionais para consolidar o acordo. Mohammed Al-Holy, comandante local do braço armado do Hamas, foi morto em um ataque aéreo israelense em 15 de janeiro de 2026. Em 26 de janeiro de 2026, o Hamas devolveu os restos mortais do último refém que estava sob seu poder. Em 31 de janeiro de 2026, o Hamas acusou Israel de violar o cessar-fogo após ataques aéreos que mataram 27 pessoas em Gaza. O Hamas já havia se negado a entregar suas armas sem a criação de um Estado palestino independente, mas Trump advertiu que, se não o fizerem, será seu fim.
Novo corpo palestino: Entidade ainda não especificada que o Hamas indicou que assumirá o controle da Faixa de Gaza em uma futura transição. O Comitê Nacional para a Administração de Gaza (CNAG) é uma proposta para essa administração tecnocrática de transição. O chefe do NCAG, Ali Shaath, anunciou a abertura do cruzamento fronteiriço de Rafah.
Greta Thunberg: Ativista sueca que tem se manifestado em apoio à causa palestina, participando de protestos e tentativas de entrega de ajuda humanitária.
Palestine Action (Ação Palestina): Grupo ativista pró-Palestina, classificado como organização terrorista pelo governo britânico.
Defend Our Juries (Defenda Nossos Júris): Grupo de campanha britânico que noticiou a prisão de Greta Thunberg.
Prisoners for Palestine (Prisioneiros pela Palestina): Grupo que apoia ativistas detidos e organizou o protesto em Londres.
Termos importantes
Flotilha: Pequena frota de navios, muitas vezes utilizada em contextos de ativismo para chamar a atenção para causas humanitárias ou políticas.
Lei Antiterrorismo de 2000 (Reino Unido): Legislação britânica que define e pune atos relacionados ao terrorismo, incluindo apoio a organizações proibidas.
Genocídio: Ato de extermínio deliberado e sistemático de um grupo étnico, racial, religioso ou nacional.
Plano de Trump para Gaza: Proposta de 20 pontos do presidente dos EUA Donald Trump para encerrar o conflito na Faixa de Gaza, que inclui fases para cessar-fogo, libertação de reféns, desmilitarização completa do território, criação de uma administração palestina tecnocrática de transição (como o CNAG) e reconstrução da região. A Fase Dois deste plano, anunciada em 14 de janeiro de 2026, foca na desmilitarização, gestão palestina temporária e início da reconstrução após um cessar-fogo. O plano também inclui a visão para uma "Nova Gaza", com a construção de arranha-céus, zonas residenciais, agrícolas e industriais, um novo porto e aeroporto, e um "perímetro de segurança" onde as forças israelenses permanecerão.
Cessar-fogo: Acordo para suspender temporariamente as hostilidades, como o que está em vigor em Gaza desde outubro. Apesar do acordo, ambos os lados têm trocado acusações de violações e incidentes violentos continuam a ocorrer. Em 31 de janeiro de 2026, ataques aéreos israelenses mataram 27 pessoas em Gaza, com Israel alegando resposta a um incidente em Rafah e o Hamas acusando violação do cessar-fogo. A questão dos reféns, incluindo a devolução dos restos mortais do último refém em janeiro de 2026, é um componente crítico para a estabilidade do cessar-fogo. O Hamas acusa Israel de tentar minar o cessar-fogo.
Conselho de Paz de Gaza: Órgão proposto por Donald Trump como parte da segunda fase do plano de paz, com o objetivo de discutir governança, relações regionais, reconstrução, atração de investimentos, financiamento em larga escala e mobilização de capital para a Faixa de Gaza. Membros podem ter mandatos de três anos, com a possibilidade de cargos vitalícios mediante uma contribuição de US$ 1 bilhão, embora a Casa Branca negue a taxa mínima. Foi lançado no Fórum Econômico Mundial em Davos.
Força Internacional de Estabilização (ISF): Força liderada pelo major-general americano Jasper Jeffers, com a missão de manter a segurança no território palestino e treinar uma nova força policial para suceder ao Hamas.
Refém: Pessoa mantida em cativeiro para forçar o cumprimento de exigências. A devolução dos restos mortais do último refém pelo Hamas em 26 de janeiro de 2026 foi um evento notável no conflito.
Nova Gaza: Plano de reconstrução detalhado proposto por Donald Trump, apresentado em Davos, que visa transformar o território devastado com a construção de arranha-céus, bairros residenciais, zonas agrícolas e industriais, um novo porto marítimo e um aeroporto, além de um "cruzamento trilateral" e um "perímetro de segurança". A "Nova Rafah" é um componente específico deste plano, prevendo mais de 100 mil moradias e infraestrutura social.
31 de janeiro de 2026: Israel realiza ataques aéreos intensos em Gaza, matando 27 pessoas, incluindo três crianças. Os alvos incluíram uma delegacia de polícia em Sheikh Radwan, casas na Cidade de Gaza e um acampamento de tendas em Khan Younis. As Forças Armadas de Israel afirmam ter atacado comandantes e instalações do Hamas e da Jihad Islâmica em resposta a um incidente em Rafah, onde oito homens armados saíram de um túnel. O Hamas acusa Israel de violar o cessar-fogo. Os ataques ocorreram um dia antes da reabertura da passagem de fronteira de Rafah, prevista para o dia seguinte.
Elbit Systems: Empresa israelense de defesa, alvo de protestos devido à sua atuação na região.
Steve Witkoff: Enviado especial dos Estados Unidos para a paz na Faixa de Gaza, responsável por anunciar a Fase Dois do plano de Trump, que propõe a desmilitarização da região, a criação de uma administração palestina temporária e tecnocrática e o início da reconstrução após um cessar-fogo.
Donald Trump: Presidente dos Estados Unidos, autor do plano de 20 pontos para encerrar o conflito na Faixa de Gaza e proponente do "Conselho de Paz" para Gaza, que ele preside. Apresentou o plano para uma "Nova Gaza" em Davos, destacando a localização e o potencial de reconstrução do território. Ele insiste na desmilitarização do Hamas como condição para o sucesso do plano.
Jared Kushner: Genro de Donald Trump, ajudou a negociar o cessar-fogo e é um dos principais articuladores do plano "Nova Gaza". Ele enfatizou a necessidade de remover 60 milhões de toneladas de escombros e a desmilitarização do Hamas.
Comitê Nacional para a Administração de Gaza (CNAG): Proposta de corpo governamental a ser criado para gerir a Faixa de Gaza durante um período de transição, conforme o plano dos EUA. O chefe do NCAG, Ali Shaath, anunciou a abertura do cruzamento de Rafah.
Luiz Inácio Lula da Silva: Presidente do Brasil, convidado por Donald Trump para integrar o "Conselho de Paz" para Gaza.
Javier Milei: Presidente da Argentina, convidado por Donald Trump para integrar o "Conselho de Paz" para Gaza.
Marco Rubio: Secretário de Estado americano, convidado a integrar o "Conselho de Paz" para Gaza.
Tony Blair: Ex-primeiro-ministro britânico, convidado a integrar o "Conselho de Paz" para Gaza.
Marc Rowan: Empresário bilionário americano, convidado a integrar o "Conselho de Paz" para Gaza.
Robert Gabriel: Assistente de Trump que atua no Conselho de Segurança Nacional, convidado a integrar o "Conselho de Paz" para Gaza.
Jasper Jeffers: Major-general americano designado para dirigir a Força Internacional de Estabilização (ISF) em Gaza, com a missão de manter a segurança e treinar uma nova força policial.
Egito: País mediador essencial nas negociações do conflito em Gaza. A fronteira de Rafah com o Egito é um ponto crucial para a entrada e saída de pessoas e bens. A reabertura da passagem de Rafah estava prevista para 1º de fevereiro de 2026.
Turquia: País mediador essencial nas negociações do conflito em Gaza.
Catar: País mediador essencial nas negociações do conflito em Gaza.
Perímetro de segurança: Faixa de terreno baldio ao longo das fronteiras com o Egito e Israel, onde as forças israelenses permanecerão até que Gaza esteja devidamente protegida, conforme o plano de Trump.