Adicionado evento de 15/02/2026 sobre ataques aéreos israelenses em Gaza, atualizadas as estatísticas de vítimas e detalhes sobre a Linha Amarela.
Visão geral
O conflito Israel-Palestina é uma disputa geopolítica complexa e de longa data, caracterizada por tensões históricas, territoriais e religiosas entre israelenses e palestinos. O cerne do conflito envolve questões como o controle de terras, o status de Jerusalém, assentamentos israelenses, fronteiras, segurança e o direito de retorno dos refugiados palestinos. Recentemente, o conflito tem gerado mobilização internacional, incluindo protestos e ativismo em diversas partes do mundo. Planos de paz, como o proposto pelo presidente dos EUA Donald Trump, buscam soluções para a desmilitarização e a governança de Gaza, incluindo a criação de uma administração palestina temporária e tecnocrática e o início da reconstrução da região após um cessar-fogo. Um "Conselho de Paz" para Gaza foi anunciado como parte da segunda fase deste plano, com convites estendidos a líderes mundiais. Donald Trump também apresentou um plano detalhado para uma "Nova Gaza", que prevê a reconstrução do território com arranha-céus, novas zonas residenciais, agrícolas e industriais, além de infraestrutura como um novo porto e aeroporto. Apesar de um cessar-fogo em vigor desde outubro, incidentes violentos e acusações de violação do acordo continuam a ocorrer, resultando em mais mortes e dificultando as negociações. Em 31 de janeiro de 2026, Israel realizou ataques aéreos intensos em Gaza, matando 27 pessoas, incluindo três crianças, e atingindo uma delegacia de polícia, casas e tendas, um dia antes da reabertura da passagem de Rafah. Um desenvolvimento significativo ocorreu em janeiro de 2026, quando Israel anunciou que o Hamas devolveu os restos mortais do último refém que estava sob o poder do grupo. Em 8 de fevereiro de 2026, o gabinete de segurança de Israel aprovou medidas que flexibilizam a compra de terras por colonos na Cisjordânia ocupada e aumentam a fiscalização israelense sobre os palestinos, o que foi classificado pelo presidente palestino Mahmoud Abbas como uma "anexação de facto". Em 15 de fevereiro de 2026, ataques aéreos israelenses mataram pelo menos 11 palestinos em Gaza, incluindo quatro em um acampamento de deslocados e cinco em Khan Younis, em resposta a supostas violações do cessar-fogo pelo Hamas, que por sua vez acusou Israel de um novo "massacre".
Contexto e histórico
As raízes do conflito remontam ao final do século XIX e início do século XX, com o surgimento do sionismo e do nacionalismo árabe. A criação do Estado de Israel em 1948, após o fim do Mandato Britânico da Palestina, resultou na primeira guerra árabe-israelense e na Nakba (catástrofe) para os palestinos, que viram a expulsão e o deslocamento de centenas de milhares de pessoas. Desde então, a região tem sido palco de diversas guerras, intifadas (levantes palestinos) e um processo de paz intermitente e frequentemente frustrado. A ofensiva de Israel em Gaza, lançada após o ataque do Hamas em outubro de 2023 que matou 1.200 pessoas, resultou na destruição de grande parte de Gaza e na morte de 72 mil pessoas no território palestino, segundo autoridades de saúde locais. Um cessar-fogo foi estabelecido em outubro, mas as tensões permanecem altas, com acusações mútuas de violação do acordo e mortes contínuas. Em 31 de janeiro de 2026, Israel realizou ataques aéreos que mataram 27 pessoas em Gaza, alegando ter como alvo comandantes e instalações do Hamas e da Jihad Islâmica em resposta a um incidente em Rafah. O Hamas, por sua vez, acusou Israel de violar o cessar-fogo. A questão dos reféns tem sido um ponto central nas negociações, e a devolução dos restos mortais do último refém pelo Hamas em janeiro de 2026 marcou um momento importante no desenrolar do conflito. A reconstrução de Gaza é um ponto crucial, com propostas como a "Nova Gaza" de Donald Trump, que visa transformar o território devastado em um centro moderno com novas infraestruturas e oportunidades econômicas. Em 8 de fevereiro de 2026, Israel aprovou medidas que facilitam a compra de terras por colonos na Cisjordânia e expandem a supervisão israelense em áreas sob administração palestina, o que o presidente palestino Mahmoud Abbas considerou uma "anexação de facto". Essas medidas foram anunciadas antes de uma reunião entre o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu e o presidente dos EUA Donald Trump, e refletem a postura de Netanyahu, que considera a criação de um Estado palestino uma ameaça à segurança, e a influência de membros pró-colonos em sua coalizão governista. Em 15 de fevereiro de 2026, Israel lançou ataques aéreos em Gaza, matando pelo menos 11 palestinos, incluindo quatro em um acampamento de deslocados e cinco em Khan Younis, alegando resposta a violações do cessar-fogo pelo Hamas, que acusou Israel de "massacre".
Linha do tempo
6 de outubro de 2025: Greta Thunberg e outros 170 ativistas são deportados de Israel para a Grécia e Eslováquia após a interceptação de uma flotilha com mais de 40 barcos rumo à Faixa de Gaza.
23 de dezembro de 2025: Greta Thunberg é presa em Londres durante um protesto pró-Palestina, acusada de exibir um cartaz em apoio a uma organização proibida, o Palestine Action, classificado como grupo terrorista pelo governo britânico.
11 de janeiro de 2026: O Hamas anuncia que dissolverá seu governo na Faixa de Gaza quando um novo corpo palestino assumir o controle da região, sem especificar uma data para a transição.
14 de janeiro de 2026: O enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, anuncia o início da Fase Dois do plano de 20 pontos do presidente Donald Trump para Gaza, que inclui a desmilitarização completa do território, a criação de uma administração palestina tecnocrática de transição e o início da reconstrução da região. É prevista a criação do Comitê Nacional para a Administração de Gaza (CNAG).
15 de janeiro de 2026: Mohammed Al-Holy, comandante local do braço armado do Hamas em Deir al-Balah, está entre os sete mortos em dois ataques aéreos israelenses no centro da Faixa de Gaza. O Hamas condena os ataques, acusando Israel de violar o cessar-fogo em vigor desde outubro. Entre os mortos, está um adolescente de 16 anos. A agência da ONU para a infância reporta que mais de 100 crianças morreram em Gaza desde o cessar-fogo.
17 de janeiro de 2026: Donald Trump anuncia a criação de um "Conselho de Paz" para Gaza, parte da segunda fase do plano de paz, com o objetivo de discutir governança, reconstrução, investimentos e financiamento. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente argentino Javier Milei, e outros líderes são convidados a integrar o conselho. O projeto de estatuto do conselho, acessado pela Reuters, sugere que membros poderiam ter cargos vitalícios mediante uma doação de US$ 1 bilhão, embora a Casa Branca tenha negado a existência de uma taxa mínima de adesão. O major-general americano Jasper Jeffers é designado para dirigir a Força Internacional de Estabilização (ISF) em Gaza.
26 de janeiro de 2026: Israel anuncia que o Hamas devolveu os restos mortais do último refém que estava sob o poder do grupo.
26 de janeiro de 2026: Donald Trump lança o "Conselho de Paz" no Fórum Econômico Mundial em Davos, Suíça, apresentando planos para uma "Nova Gaza" com arranha-céus, zonas residenciais, agrícolas e industriais, um novo porto e aeroporto. Jared Kushner detalha a necessidade de remover 60 milhões de toneladas de escombros e a desmilitarização do Hamas. O plano inclui a construção de uma "Nova Rafah" com mais de 100 mil moradias, centros educacionais e instalações médicas, com previsão de conclusão em 2-3 anos. O chefe do NCAG, Ali Shaath, anuncia a abertura do cruzamento fronteiriço de Rafah com o Egito na próxima semana.
Principais atores
Israel: Estado no Oriente Médio, parte central do conflito. Desde o cessar-fogo em outubro, três soldados israelenses morreram. Em janeiro de 2026, anunciou a devolução dos restos mortais do último refém pelo Hamas. Em 31 de janeiro de 2026, realizou ataques aéreos em Gaza que mataram 27 pessoas, alegando ter como alvo comandantes e instalações do Hamas e da Jihad Islâmica em resposta a um incidente em Rafah. O presidente israelense, Isaac Herzog, elogiou os esforços de Trump para a paz, mas ressaltou a necessidade de remover o Hamas de Gaza. Em 8 de fevereiro de 2026, o gabinete de segurança aprovou medidas que flexibilizam a compra de terras por colonos na Cisjordânia e aumentam a fiscalização sobre os palestinos. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que enfrenta eleições, considera a criação de qualquer Estado palestino uma ameaça à segurança e sua coalizão governista inclui muitos membros pró-colonos que querem anexar a Cisjordânia. Em 15 de fevereiro de 2026, Israel realizou ataques aéreos em Gaza, matando pelo menos 11 palestinos, justificando-os como resposta a violações do cessar-fogo pelo Hamas, incluindo a emergência de militantes de um túnel na "Linha Amarela". Israel afirma que quatro soldados foram mortos por militantes em Gaza desde o início do acordo.
Palestinos: Povo árabe que reivindica um Estado independente na região. Mais de 477 palestinos morreram em ataques israelenses nos últimos três meses desde o cessar-fogo, segundo o Ministério da Saúde de Gaza, incluindo mais de 100 crianças. Em 31 de janeiro de 2026, 27 palestinos, incluindo três crianças, foram mortos em ataques aéreos israelenses. O presidente da Autoridade Palestina (AP), Mahmoud Abbas, exige a plena implementação do plano de paz, incluindo a retirada das forças israelenses e um papel central para a AP no governo da Faixa de Gaza. Em 8 de fevereiro de 2026, Abbas classificou as novas medidas israelenses na Cisjordânia como "perigosas, ilegais e equivalentes a uma anexação de facto" e instou Trump e o Conselho de Segurança da ONU a intervir. Em 15 de fevereiro de 2026, pelo menos 11 palestinos foram mortos em ataques aéreos israelenses, incluindo quatro em um acampamento de deslocados e cinco em Khan Younis. O Ministério da Saúde de Gaza relata que pelo menos 600 palestinos foram mortos por tiros israelenses desde o início do acordo de Gaza.
Hamas: Grupo político e militar palestino que governa a Faixa de Gaza e recentemente declarou que dissolverá seu governo quando um novo corpo palestino assumir o controle. É pressionado a cumprir os termos do plano de paz dos EUA, incluindo a desmilitarização. Acusa Israel de violar o cessar-fogo e de tentar minar os esforços internacionais para consolidar o acordo. Mohammed Al-Holy, comandante local do braço armado do Hamas, foi morto em um ataque aéreo israelense em 15 de janeiro de 2026. Em 26 de janeiro de 2026, o Hamas devolveu os restos mortais do último refém que estava sob seu poder. Em 31 de janeiro de 2026, o Hamas acusou Israel de violar o cessar-fogo após ataques aéreos que mataram 27 pessoas em Gaza. O Hamas já havia se negado a entregar suas armas sem a criação de um Estado palestino independente, mas Trump advertiu que, se não o fizerem, será seu fim. Em 15 de fevereiro de 2026, o porta-voz do Hamas, Hazem Qassem, acusou Israel de cometer um novo "massacre" contra palestinos deslocados e de violar gravemente o cessar-fogo, dias antes da primeira reunião do Conselho de Paz de Trump. Israel acusou o Hamas de violar o cessar-fogo ao emergir militantes armados de um túnel na "Linha Amarela".
Termos importantes
Flotilha: Pequena frota de navios, muitas vezes utilizada em contextos de ativismo para chamar a atenção para causas humanitárias ou políticas.
Lei Antiterrorismo de 2000 (Reino Unido): Legislação britânica que define e pune atos relacionados ao terrorismo, incluindo apoio a organizações proibidas.
Genocídio: Ato de extermínio deliberado e sistemático de um grupo étnico, racial, religioso ou nacional.
Plano de Trump para Gaza: Proposta de 20 pontos do presidente dos EUA Donald Trump para encerrar o conflito na Faixa de Gaza, que inclui fases para cessar-fogo, libertação de reféns, desmilitarização completa do território, criação de uma administração palestina tecnocrática de transição (como o CNAG) e reconstrução da região. A Fase Dois deste plano, anunciada em 14 de janeiro de 2026, foca na desmilitarização, gestão palestina temporária e início da reconstrução após um cessar-fogo. O plano também inclui a visão para uma "Nova Gaza", com a construção de arranha-céus, zonas residenciais, agrícolas e industriais, um novo porto e aeroporto, e um "perímetro de segurança" onde as forças israelenses permanecerão.
Cessar-fogo: Acordo para suspender temporariamente as hostilidades, como o que está em vigor em Gaza desde outubro. Apesar do acordo, ambos os lados têm trocado acusações de violações e incidentes violentos continuam a ocorrer. Em 31 de janeiro de 2026, ataques aéreos israelenses mataram 27 pessoas em Gaza, com Israel alegando resposta a um incidente em Rafah e o Hamas acusando violação do cessar-fogo. A questão dos reféns, incluindo a devolução dos restos mortais do último refém em janeiro de 2026, é um componente crítico para a estabilidade do cessar-fogo. O Hamas acusa Israel de tentar minar o cessar-fogo. Em 15 de fevereiro de 2026, ataques aéreos israelenses mataram 11 palestinos em Gaza, com Israel alegando resposta a violações do cessar-fogo pelo Hamas, que por sua vez acusou Israel de um "massacre".
Conselho de Paz de Gaza: Órgão proposto por Donald Trump como parte da segunda fase do plano de paz, com o objetivo de discutir governança, relações regionais, reconstrução, atração de investimentos, financiamento em larga escala e mobilização de capital para a Faixa de Gaza. Membros podem ter mandatos de três anos, com a possibilidade de cargos vitalícios mediante uma contribuição de US$ 1 bilhão, embora a Casa Branca negue a taxa mínima. Foi lançado no Fórum Econômico Mundial em Davos. A primeira reunião do conselho está prevista para 20 de fevereiro de 2026, em Washington, onde Trump anunciará um plano de reconstrução de bilhões de dólares e detalhará os planos para uma força de estabilização autorizada pela ONU.
Força Internacional de Estabilização (ISF): Força liderada pelo major-general americano Jasper Jeffers, com a missão de manter a segurança no território palestino e treinar uma nova força policial para suceder ao Hamas. Donald Trump deve detalhar planos para uma força de estabilização autorizada pela ONU para o território palestino na reunião do Conselho de Paz.
31 de janeiro de 2026: Israel realiza ataques aéreos intensos em Gaza, matando 27 pessoas, incluindo três crianças. Os alvos incluíram uma delegacia de polícia em Sheikh Radwan, casas na Cidade de Gaza e um acampamento de tendas em Khan Younis. As Forças Armadas de Israel afirmam ter atacado comandantes e instalações do Hamas e da Jihad Islâmica em resposta a um incidente em Rafah, onde oito homens armados saíram de um túnel. O Hamas acusa Israel de violar o cessar-fogo. Os ataques ocorreram um dia antes da reabertura da passagem de fronteira de Rafah, prevista para o dia seguinte.
8 de fevereiro de 2026: O gabinete de segurança de Israel aprova medidas que facilitam a compra de terras por colonos na Cisjordânia ocupada e concedem às autoridades israelenses mais poderes de fiscalização sobre os palestinos. As medidas incluem a revogação de regulamentos que impediam cidadãos judeus de comprar terras e a expansão da supervisão em áreas sob administração da Autoridade Palestina. O presidente palestino Mahmoud Abbas classifica as medidas como "perigosas, ilegais e equivalentes a uma anexação de facto".
15 de fevereiro de 2026: Israel lança ataques aéreos em toda a Faixa de Gaza, matando pelo menos 11 palestinos. Médicos de Gaza relatam que um ataque aéreo a um acampamento de famílias deslocadas matou quatro pessoas, e outro ataque matou cinco em Khan Younis. Uma pessoa foi morta a tiros no norte. Os ataques também visaram um suposto comandante da Jihad Islâmica no bairro de Tel Al-Hawa, na Cidade de Gaza. Israel justificou os ataques como resposta a violações do cessar-fogo pelo Hamas na área de Beit Hanoun, onde militantes teriam emergido de um túnel na "Linha Amarela". O Hamas acusou Israel de um novo "massacre" e de violar o cessar-fogo.
Jihad Islâmica: Grupo militante aliado do Hamas. Um suposto comandante do grupo foi alvo de ataques aéreos israelenses em Tel Al-Hawa, na Cidade de Gaza, em 15 de fevereiro de 2026.
Novo corpo palestino: Entidade ainda não especificada que o Hamas indicou que assumirá o controle da Faixa de Gaza em uma futura transição. O Comitê Nacional para a Administração de Gaza (CNAG) é uma proposta para essa administração tecnocrática de transição. O chefe do NCAG, Ali Shaath, anuncia a abertura do cruzamento de Rafah.
Greta Thunberg: Ativista sueca que tem se manifestado em apoio à causa palestina, participando de protestos e tentativas de entrega de ajuda humanitária.
Palestine Action (Ação Palestina): Grupo ativista pró-Palestina, classificado como organização terrorista pelo governo britânico.
Defend Our Juries (Defenda Nossos Júris): Grupo de campanha britânico que noticiou a prisão de Greta Thunberg.
Prisoners for Palestine (Prisioneiros pela Palestina): Grupo que apoia ativistas detidos e organizou o protesto em Londres.
Elbit Systems: Empresa israelense de defesa, alvo de protestos devido à sua atuação na região.
Steve Witkoff: Enviado especial dos Estados Unidos para a paz na Faixa de Gaza, responsável por anunciar a Fase Dois do plano de Trump, que propõe a desmilitarização da região, a criação de uma administração palestina temporária e tecnocrática e o início da reconstrução após um cessar-fogo.
Donald Trump: Presidente dos Estados Unidos, autor do plano de 20 pontos para encerrar o conflito na Faixa de Gaza e proponente do "Conselho de Paz" para Gaza, que ele preside. Apresentou o plano para uma "Nova Gaza" em Davos, destacando a localização e o potencial de reconstrução do território. Ele insiste na desmilitarização do Hamas como condição para o sucesso do plano. Abbas instou Trump a intervir nas novas medidas israelenses na Cisjordânia. Trump anunciará um plano de reconstrução de bilhões de dólares para Gaza e detalhará planos para uma força de estabilização autorizada pela ONU na primeira reunião do Conselho de Paz.
Jared Kushner: Genro de Donald Trump, ajudou a negociar o cessar-fogo e é um dos principais articuladores do plano "Nova Gaza". Ele enfatizou a necessidade de remover 60 milhões de toneladas de escombros e a desmilitarização do Hamas.
Comitê Nacional para a Administração de Gaza (CNAG): Proposta de corpo governamental a ser criado para gerir a Faixa de Gaza durante um período de transição, conforme o plano dos EUA. O chefe do NCAG, Ali Shaath, anunciou a abertura do cruzamento de Rafah.
Luiz Inácio Lula da Silva: Presidente do Brasil, convidado por Donald Trump para integrar o "Conselho de Paz" para Gaza.
Javier Milei: Presidente da Argentina, convidado por Donald Trump para integrar o "Conselho de Paz" para Gaza.
Marco Rubio: Secretário de Estado americano, convidado a integrar o "Conselho de Paz" para Gaza.
Tony Blair: Ex-primeiro-ministro britânico, convidado a integrar o "Conselho de Paz" para Gaza.
Marc Rowan: Empresário bilionário americano, convidado a integrar o "Conselho de Paz" para Gaza.
Robert Gabriel: Assistente de Trump que atua no Conselho de Segurança Nacional, convidado a integrar o "Conselho de Paz" para Gaza.
Jasper Jeffers: Major-general americano designado para dirigir a Força Internacional de Estabilização (ISF) em Gaza, com a missão de manter a segurança e treinar uma nova força policial.
Egito: País mediador essencial nas negociações do conflito em Gaza. A fronteira de Rafah com o Egito é um ponto crucial para a entrada e saída de pessoas e bens. A reabertura da passagem de Rafah estava prevista para 1º de fevereiro de 2026.
Turquia: País mediador essencial nas negociações do conflito em Gaza.
Catar: País mediador essencial nas negociações do conflito em Gaza.
Refém: Pessoa mantida em cativeiro para forçar o cumprimento de exigências. A devolução dos restos mortais do último refém pelo Hamas em 26 de janeiro de 2026 foi um evento notável no conflito.
Nova Gaza: Plano de reconstrução detalhado proposto por Donald Trump, apresentado em Davos, que visa transformar o território devastado com a construção de arranha-céus, bairros residenciais, zonas agrícolas e industriais, um novo porto marítimo e um aeroporto, além de um "cruzamento trilateral" e um "perímetro de segurança". A "Nova Rafah" é um componente específico deste plano, prevendo mais de 100 mil moradias e infraestrutura social.
Perímetro de segurança: Faixa de terreno baldio ao longo das fronteiras com o Egito e Israel, onde as forças israelenses permanecerão até que Gaza esteja devidamente protegida, conforme o plano de Trump.
Cisjordânia: Território palestino ocupado por Israel, onde o gabinete de segurança israelense aprovou medidas que facilitam a compra de terras por colonos e aumentam a fiscalização israelense sobre os palestinos em 8 de fevereiro de 2026. Os palestinos reivindicam a Cisjordânia para um futuro Estado independente. A ONU, em parecer consultivo de 2024, considerou a ocupação israelense e os assentamentos ilegais, visão contestada por Israel.
Linha Amarela: Linha demarcatória acordada no cessar-fogo, que separa as áreas controladas por Israel e pelo Hamas. Israel moveu unilateralmente essa linha para mais dentro de Gaza, e a emergência de militantes armados do Hamas de um túnel nessa linha foi citada por Israel como violação do cessar-fogo em 15 de fevereiro de 2026.