Competição Cournot
Criação inicial da página via pesquisa web
A Competição de Cournot é um modelo fundamental de oligopólio na teoria microeconômica, onde um pequeno número de empresas escolhe simultaneamente as quantidades de produção, e o preço de mercado se ajusta para atender à demanda. Cada empresa seleciona sua produção para maximizar o lucro, considerando as produções dos rivais como dadas. O preço resultante é determinado pela curva de demanda inversa em função da produção total da indústria. Este modelo é crucial para prever como as escolhas de capacidade, entrada de novas empresas e fusões afetam preços e quantidades em indústrias com poucos produtores significativos, especialmente para produtos homogêneos ou quase homogêneos, como cimento, produtos químicos e aço a granel (Umbrex, 2026).
O modelo de Competição de Cournot foi desenvolvido pelo matemático francês Antoine Augustin Cournot em 1838, a partir de sua análise de fontes minerais. Foi a primeira abordagem formal da interação estratégica entre empresas. A interpretação moderna do modelo utiliza o conceito de equilíbrio de John Nash (1950) para caracterizar o resultado como um equilíbrio de Nash em quantidades. Trabalhos subsequentes em organização industrial formalizaram a estática comparativa, as propriedades de bem-estar e as aplicações empíricas para análise antitruste e de fusões (Umbrex, 2026).
Neste modelo, as empresas competem escolhendo a quantidade de bens a produzir e vender no mercado. É um jogo estático onde um equilíbrio é encontrado quando nenhuma empresa altera unilateralmente seu nível de produção, dado o nível de produção das outras empresas. As empresas não colaboram, mas possuem poder de mercado, o que significa que as decisões de produção de cada empresa afetam o preço do bem. Cada empresa conhece o número de concorrentes no mercado e possui sua própria função de custo para determinar seu nível de produção (Investopedia, 2025).