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Caso Banco Master
Adicionado evento de 09/01/2026 sobre declarações do presidente do TCU, Vital do Rêgo, negando indícios de recursos da União no Banco Master e agendando reunião com o BC para 12/01/2026 para discutir modelo de regulação e autonomia.
O Banco Master é uma instituição financeira brasileira que, em 18 de novembro de 2025, teve sua liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central do Brasil (BC). A decisão do BC foi motivada pela deterioração da situação econômico-financeira e de liquidez do banco, bem como por infrações às normas bancárias. A liquidação extrajudicial implica o encerramento das atividades do banco, com um liquidante assumindo o controle para vender bens e pagar credores. A EFB Regimes Especiais de Empresas foi nomeada liquidante com amplos poderes, e os bens da controladora e dos administradores do banco foram bloqueados. O caso gerou questionamentos por parte do Tribunal de Contas da União (TCU) e do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a conduta do Banco Central no processo, com críticas à demora do BC em intervir e à sua "agenda de inovação". Em 8 de janeiro de 2026, o relator do TCU, ministro Jhonatan de Jesus, suspendeu temporariamente a fiscalização no Banco Central relacionada à liquidação do Banco Master e submeteu a decisão ao plenário para análise colegiada, expressando insatisfação mas defendendo seu direito regimental de determinar inspeções monocraticamente e citando a dimensão pública do caso; o presidente do TCU, ministro Vital do Rêgo, descreveu a decisão como "serena" e necessária para arrefecer tensões entre TCU, BC e mercado, após estremecimento nas relações, e anunciou reuniões com o presidente do BC para uniformizar condutas e prerrogativas, negando que a inspeção inicial tenha sido erro, pois é procedimento comum solicitado pelo Ministério Público; o presidente do TCU afirmou que não cabe à Corte desfazer a liquidação extrajudicial, reforçando os limites de competência do TCU em processos regulatórios, em meio a uma auditoria em curso no BC; o TCU descartou a reversão da liquidação. Em 9 de janeiro de 2026, o presidente do TCU, Vital do Rêgo, afirmou que não há indícios do uso de recursos diretos da União no Banco Master, mas ressaltou o interesse público em investigar aportes de fundos de pensão, prefeituras e governos estaduais, mencionando o envolvimento do BRB como banco público. Em 8 de janeiro de 2026, Daniel Vorcaro, dono do banco, apresentou ao Tribunal de Falências do Sul da Flórida argumentos contra o reconhecimento da liquidação extrajudicial nos Estados Unidos, afirmando que ela pode ser revertida no Brasil e citando análises do TCU. Em janeiro de 2026, surgiram denúncias de uma suposta campanha em redes sociais envolvendo influenciadores contratados para criticar a decisão do BC, levando a Polícia Federal a abrir um inquérito para investigar. Em 8 de janeiro de 2026, o senador Randolfe Rodrigues questionou a viabilidade de uma CPI sobre o caso devido ao calendário eleitoral, afirmando que o governo é favorável a investigações sobre possíveis fraudes no Banco Master e defendendo o Banco Central, alvo de ataques nas redes sociais. O episódio também abalou o sistema financeiro brasileiro, expondo fragilidades no mercado e intensificando o debate sobre a necessidade de maior supervisão regulatória no setor bancário. O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) será o responsável pelo ressarcimento dos credores.
O Banco Master enfrentava desafios financeiros, incluindo um alto custo de captação e investimentos considerados de alto risco, como a emissão de CDBs com taxas elevadas e a compra de precatórios. A oferta de CDBs de alta rentabilidade garantidos pelo FGC foi um ponto de fragilidade exposto pelo caso. Tentativas de venda da instituição, incluindo uma proposta do BRB (Banco de Brasília) e da Fictor Holding, não foram concretizadas. O ex-presidente Michel Temer confirmou publicamente, em setembro de 2025, sua atuação como agente facilitador na negociação da venda do Banco Master para o BRB, após o Banco Central ter indeferido uma negociação anterior. Ele foi convidado pelos respectivos governantes para ajudar no acordo. A liquidação extrajudicial foi decretada logo após a apresentação de uma proposta de compra pela Fictor Holding, e pouco mais de dois meses após a rejeição da aquisição pelo BRB. A rejeição da venda ao BRB se deu pelo risco de sucessão relacionado à operação. Após a decretação da liquidação extrajudicial, o consórcio de investidores Fictor informou a suspensão da operação de compra do Banco Master, alegando ter tomado conhecimento da decisão do Banco Central pela imprensa. A Fictor se colocou à disposição das autoridades para esclarecimentos, afirmando que estava preparada para seguir com a transação, mas aguardava um entendimento sobre o cenário legal. Na mesma manhã da decretação da liquidação, Daniel Vorcaro, dono do Master, foi preso pela Polícia Federal em São Paulo. Em 8 de janeiro de 2026, Vorcaro recorreu ao Tribunal de Falências do Sul da Flórida, pedindo a negativa do reconhecimento do processo de liquidação do Banco Master também nos Estados Unidos, sob o argumento de que a medida pode ser revertida no Brasil, citando decisão ou análise do TCU. Em janeiro de 2026, influenciadores, incluindo o vereador Rony Gabriel (PL-Erechim), revelaram ter recebido propostas para divulgar em redes sociais uma narrativa criticando a precipitação do Banco Central na liquidação do banco, com vídeos que questionavam a ação do BC e ecoavam posições judiciais. A Polícia Federal abriu inquérito para apurar as denúncias de contratação de influenciadores. A defesa do Banco Master negou ter informações sobre a suposta contratação. O diretor-executivo do Instituto de Tecnologia e Sociedade, Fábio Steibel, afirmou que há uma linha tênue entre liberdade de expressão e crime, e que as publicações em si provavelmente não configuram crime, mas quem as financiou pode precisar explicar a intenção (dolo), destacando o estranhamento de perfis não especializados em economia abordarem o tema repentinamente. Em 8 de janeiro de 2026, o ministro Jhonatan de Jesus, relator no TCU, suspendeu temporariamente a fiscalização no Banco Central e submeteu ao plenário a decisão sobre inspeção na liquidação do Banco Master, expressando insatisfação com a medida, defendendo poderes regimentais para diligências monocráticas, mas submetendo ao plenário devido à dimensão pública do caso e pressões recebidas; o presidente do TCU, Vital do Rêgo, qualificou a decisão como "serena", destacou estremecimento nas relações entre TCU, BC e mercado após a autorização inicial da inspeção seis dias antes, conversou com Gabriel Galípolo, Fernando Haddad e o relator para arrefecer tensões, visando uniformizar condutas e respeitar prerrogativas e sigilo do BC, anunciou reuniões na semana seguinte e negou erro na inspeção inicial, procedimento comum a pedido do Ministério Público em matérias delicadas; o presidente do TCU afirmou que não cabe à Corte desfazer a liquidação extrajudicial, reforçando limites de competência em processos regulatórios, em meio a auditoria em curso no BC; o TCU descartou reverter a liquidação, e seu presidente foi procurado pelo presidente do BC, Gabriel Galípolo, e pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Em 9 de janeiro de 2026, Vital do Rêgo reforçou que o objetivo dos próximos diálogos com o BC é criar um modelo de regulação que preserve a autonomia da autoridade monetária enquanto cumpre a prerrogativa de fiscalização do TCU. O caso do Banco Master gerou grande repercussão e revelou disputas internas entre grandes bancos, instituições menores e fintechs, intensificando o debate sobre a supervisão regulatória no setor. Em julho de 2024, o economista-chefe do Banco Master declarou que as persistentes altas taxas de juros no Brasil não eram culpa do Banco Central, argumentando que as taxas elevadas tinham causas estruturais complexas e que o BC apenas respondia a pressões inflacionárias, indicando um problema mais amplo do que ações de política monetária pontuais.