Visão geral
O Canal do Panamá é uma hidrovia artificial de 82 quilômetros de extensão que conecta os oceanos Atlântico e Pacífico, atravessando o istmo do Panamá. Inaugurado em agosto de 1914, é considerado uma das maiores obras de engenharia da história, tendo revolucionado o transporte marítimo ao reduzir significativamente o tempo de viagem para navios cargueiros. Atualmente, o Brasil defende a neutralidade do canal, administrado de forma eficiente, segura e não discriminatória pelo Panamá.
Contexto histórico e desenvolvimento
A construção do Canal do Panamá foi um empreendimento complexo, com os Estados Unidos desempenhando um papel crucial. Inicialmente, o Panamá era uma província da Colômbia. Diante da dificuldade de chegar a um acordo com as autoridades colombianas, os EUA apoiaram a independência do Panamá. Após a autonomia, o Panamá firmou um acordo com os EUA para a construção e controle do canal, mediante um pagamento inicial de US$ 10 milhões e US$ 250 mil anuais. Os Estados Unidos controlaram o canal por mais de 80 anos, até o final de 1999, quando a estrutura foi entregue ao governo panamenho. Durante o período de controle americano, o canal impulsionou a economia dos EUA e contribuiu para o desenvolvimento do noroeste do país. Mais recentemente, a soberania do Panamá sobre o canal foi questionada por Donald Trump, que expressou o desejo de “retomar o controle” e acusou o Panamá de cobrar taxas excessivas e de risco de influência chinesa. O governo panamenho, por sua vez, defende a transparência das taxas e reafirma que a soberania e independência do país sobre o canal não são negociáveis.
Linha do tempo
- Agosto de 1914: Inauguração do Canal do Panamá.
- Até o final de 1999: Os Estados Unidos controlam o Canal do Panamá.
- Final de 1999: O Canal do Panamá é entregue ao governo panamenho.
- Ano passado (referente a 2026): Donald Trump questiona a soberania do Panamá sobre o canal e acusa o país de cobrar taxas excessivas e de risco de influência chinesa.
- Ano passado (referente a 2026): José Raúl Mulino, então presidente panamenho, visita o Brasil e recebe apoio de Lula à soberania do Panamá sobre o canal.
- 28 de janeiro de 2026: Presidente Luiz Inácio Lula da Silva defende a “neutralidade” do Canal do Panamá em evento do Fórum Econômico da América Latina e Caribe.
Principais atores
- Panamá: País soberano e atual administrador do Canal do Panamá.
- Estados Unidos: Nação que desempenhou papel crucial na construção e controlou o canal por mais de 80 anos.
- Luiz Inácio Lula da Silva (PT): Presidente do Brasil, defensor da neutralidade e soberania do Panamá sobre o canal.
- Donald Trump: Presidente dos EUA, que questionou a soberania panamenha sobre o canal.
- José Raúl Mulino: Presidente panamenho, que defende a soberania do Panamá sobre o canal.
- Colômbia: País ao qual o Panamá pertencia antes de sua independência, apoiada pelos EUA para viabilizar a construção do canal.
- Fórum Econômico da América Latina e Caribe: Evento onde Lula defendeu a neutralidade do canal.
Termos importantes
- Neutralidade do Canal do Panamá: Princípio defendido pelo Brasil, que implica que o canal seja administrado de forma eficiente, segura e não discriminatória, sem influência ou controle de potências externas.
- Soberania: Autoridade suprema de um Estado sobre seu território e assuntos internos, no contexto, a capacidade do Panamá de controlar e administrar o canal sem interferência externa.
- Istmo: Faixa estreita de terra que liga duas massas de terra maiores, com água em ambos os lados. O Canal do Panamá atravessa o istmo do Panamá.
- Hidrovia artificial: Canal construído pelo homem para navegação, como o Canal do Panamá.