Caminhada de Nikolas Ferreira
Adicionado evento de 23/01/2026 sobre a solicitação dos deputados Lindbergh Farias e Rogério Correia à PRF para interromper a caminhada, citando a presença de helicópteros e a falta de autorização, e expandido o contexto com os argumentos legais apresentados.
A Caminhada de Nikolas Ferreira foi um protesto realizado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e outros apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em janeiro de 2026. O percurso de 240 km, iniciado em Paracatu (MG) e com destino a Brasília (DF), tinha como objetivo manifestar-se contra a prisão de Jair Bolsonaro e as prisões relacionadas aos eventos de 8 de janeiro, buscando "liberdade e justiça". A Polícia Rodoviária Federal (PRF) notificou o gabinete do deputado sobre os riscos operacionais da caminhada na BR-040, enquanto deputados petistas solicitaram a interrupção do ato, alegando irregularidades e a presença de helicópteros pousando ao lado da rodovia.
A caminhada foi organizada em um contexto de manifestações de apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro e de críticas às prisões decorrentes dos eventos de 8 de janeiro de 2023. Nikolas Ferreira iniciou o percurso no município de Paracatu, Minas Gerais, com a intenção de finalizá-lo em Brasília (DF). Durante o trajeto, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) enviou um ofício ao gabinete do deputado, alertando sobre os riscos operacionais identificados na BR-040 e a necessidade de mitigação para garantir a segurança viária. A PRF informou que acompanharia a movimentação para proteger os participantes e demais usuários da rodovia. Em resposta ao protesto, os deputados federais Lindbergh Farias (PT-RJ) e Rogério Correia (PT-MG) solicitaram à PRF a interrupção da caminhada, alegando que os participantes estavam cometendo crimes ao transitar em acostamentos e na via principal da BR-040 sem autorização prévia de órgãos como o DNIT e a ANTT. Eles também mencionaram o uso de helicópteros para transporte de deputados, com pousos ao lado da rodovia, o que consideraram ilegal e um fator de risco à segurança. Os petistas argumentaram que a conduta dos pilotos poderia ser enquadrada como "infração aeronáutica grave" ou violação do Artigo 261 do Código Penal, que pune ações que representem risco à segurança da navegação aérea ou a terceiros no solo. O documento enviado à PRF pelos deputados petistas pedia a instauração de um procedimento interno para apurar o caso e a adoção de medidas administrativas imediatas para impedir a continuidade do deslocamento de pedestres e coibir apoio logístico irregular, aéreo ou terrestre.