Prisão de Bolsonaro
Adicionado evento de 18/02/2026 sobre visitas de políticos do PL a Bolsonaro na Papudinha, discussões sobre eleições e relatos sobre sua saúde.
A prisão de Jair Bolsonaro refere-se ao cumprimento de pena pelo ex-presidente do Brasil, Jair Messias Bolsonaro, após ser condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe. Ele foi detido preventivamente em 22 de dezembro de 2025, acusado de tentar violar a tornozeleira eletrônica, e posteriormente passou a cumprir a pena definitiva. Inicialmente na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília, sua transferência para a Papudinha (19º BPM) foi efetivada em 15 de janeiro de 2026, onde ocupa uma sala de Estado Maior de 64,83 m² com quarto, sala, cozinha, lavanderia e área externa privativa, além de mais refeições e horário de visitas ampliado. Na Papudinha, Bolsonaro passou a ter direito a assistência integral de médicos particulares 24h, deslocamento imediato para hospitais em caso de urgência, sessões de fisioterapia (incluindo noturnas para estabilização do sono), alimentação especial diária (com possibilidade de preparo no local), atendimento médico penitenciário em tempo integral, visitação semanal permanente da esposa e filhos, e assistência religiosa de bispo Rodovalho e pastor Thiago Manzoni. Foi autorizada a instalação de grades de proteção e barras de apoio na cama para evitar quedas, além de aparelhos de fisioterapia como esteira e bicicleta. O pedido de acesso a uma Smart TV, no entanto, foi rejeitado, assim como o acesso a vídeos do YouTube, com a justificativa de que equipamentos com acesso à internet poderiam permitir a prática de ilícitos. A mudança para a Papudinha foi fundamentada em três pontos principais levantados pela defesa e aceitos pelo STF para garantir a saúde do ex-presidente: a "desconfiança" com a comida, a necessidade de fisioterapia noturna e o banho de sol. A permanência no batalhão é provisória e será reavaliada por uma junta médica em até 10 dias para verificar a necessidade de transferência para um Hospital Penitenciário. A prisão gerou debates na sociedade brasileira, com uma pesquisa Quaest indicando que 51% dos brasileiros acreditam que ele merece estar preso, enquanto 42% veem perseguição política. Aliados de Bolsonaro, embora reconheçam a melhora nas condições com a transferência, consideram a medida insuficiente e continuam cobrando a prisão domiciliar. Em 17 de janeiro de 2026, o ministro Gilmar Mendes negou um pedido de habeas corpus que solicitava a prisão domiciliar para o ex-presidente, fundamentando sua decisão na jurisprudência do STF que não admite HCs impetrados nessas condições. Em 18 de fevereiro de 2026, Bolsonaro recebeu políticos do Partido Liberal (PL) na Papudinha, incluindo Bruno Bonetti e Carlos Portinho, com quem discutiu as eleições de 2026. Durante essas visitas, sua condição de saúde foi relatada como preocupante, com falas desconexas e dificuldade para caminhar, atribuídas a medicamentos. Seu filho Carlos Bolsonaro também o visitou, descrevendo-o como "sonolento e abatido", e expressou preocupação com sua saúde, mencionando que o ex-presidente havia passado mal dias antes.
Jair Bolsonaro foi condenado a uma pena de 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe. Sua prisão preventiva ocorreu em 22 de dezembro de 2025, inicialmente por tentar violar a tornozeleira eletrônica. Desde então, ele cumpria a pena na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. Durante o período de prisão, a defesa de Bolsonaro tem feito diversos pedidos ao Supremo Tribunal Federal (STF), incluindo solicitações de prisão domiciliar, que foram negadas pelo ministro Alexandre de Moraes. Também foram solicitadas melhorias nas condições da cela, como a redução de ruídos do ar-condicionado e a disponibilização de uma Smart TV, além de assistência religiosa. Em 24 de dezembro de 2025, Bolsonaro foi internado para uma cirurgia de correção de hérnias e outros procedimentos médicos, recebendo alta em 1º de janeiro de 2026, quando retornou à PF para continuar o cumprimento da pena. Em 15 de janeiro de 2026, o ministro Alexandre de Moraes autorizou a instalação de grade de proteção e barra de apoio na cama de Bolsonaro, e sua transferência da Polícia Federal para a Papudinha foi efetivada. Ele agora cumpre pena no 19º BPM, em uma sala de Estado Maior de 64,83 m², com quarto, sala, cozinha, lavanderia e área externa privativa, com direito a cinco refeições diárias e ampliação do horário de visitas (três horários diferentes, duas vezes por semana). A decisão de Moraes detalhou que Bolsonaro terá assistência integral de médicos particulares, por 24h, com deslocamento imediato para hospitais em caso de urgência (com comunicação à justiça em até 24h). Também foram autorizadas sessões de fisioterapia com horários indicados pelos médicos, incluindo fisioterapia noturna para estabilização do sono, entrega de alimentação especial diária (com possibilidade de preparo e armazenamento no local), e atendimento médico em tempo integral pelo sistema penitenciário. A visitação semanal permanente da esposa e filhos foi garantida, com horários definidos, assim como assistência religiosa de bispo Rodovalho e pastor Thiago Manzoni. A leitura foi autorizada, e a instalação de aparelhos de fisioterapia, como esteira e bicicleta, foi concedida. A instalação de barras de apoio na cama para evitar quedas também foi autorizada. No entanto, o pedido de acesso a uma Smart TV foi rejeitado, e em 16 de janeiro de 2026, foi confirmado que Bolsonaro não terá acesso a vídeos do YouTube, uma das queixas de Carlos Bolsonaro, com o ministro do STF justificando que equipamentos com acesso à internet poderiam permitir a prática de ilícitos. A sala de Estado-Maior ocupada por Bolsonaro é semelhante às utilizadas por Anderson Torres e Silvinei Vasques, embora seja de uso exclusivo do ex-presidente. A Papudinha, localizada no Complexo Penitenciário da Papuda, possui capacidade para 60 presos e suas instalações foram reformadas em 2020. A mudança foi fundamentada em três pontos principais levantados pela defesa e aceitos pelo STF para garantir a saúde do ex-presidente: a "desconfiança" com a comida, a necessidade de fisioterapia noturna e o banho de sol com horário livre e privacidade total. Apesar da transferência representar uma melhora nas condições de detenção, aliados de Bolsonaro consideram a medida insuficiente e continuam a cobrar a concessão de prisão domiciliar para o ex-presidente. A permanência de Bolsonaro na Papudinha é provisória e será reavaliada por uma junta médica oficial em até 10 dias para confirmar se a estrutura do batalhão é suficiente ou se será necessária uma transferência para um Hospital Penitenciário. Em 17 de janeiro de 2026, o ministro Gilmar Mendes negou um habeas corpus impetrado pela defesa de Bolsonaro que pleiteava a prisão domiciliar, reforçando a jurisprudência do STF sobre a inadmissibilidade de HCs nessas condições. Em 18 de fevereiro de 2026, Bolsonaro recebeu visitas de políticos do PL, como Bruno Bonetti e Carlos Portinho, que relataram discussões sobre as eleições de 2026. Portinho e o filho Carlos Bolsonaro expressaram preocupação com a saúde do ex-presidente, descrevendo-o com falas desconexas, cambaleante e abatido, atribuindo o estado a medicamentos e mencionando que ele havia passado mal anteriormente. A defesa de Bolsonaro continua a defender a prisão domiciliar.