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Bolsonarismo
Adicionado evento de 17/02/2026 sobre o racha no bolsonarismo em relação à estratégia de confronto com o STF e a pauta da anistia, incluindo o ato de 1º de março de 2026 e Nikolas Ferreira como ator principal.
O bolsonarismo refere-se a uma identificação política no Brasil, destacada em pesquisa Datafolha divulgada em 24 de dezembro de 2025. Nela, 74% da população se posicionou como bolsonarista ou petista em uma escala de 1 a 5, onde 1 representa bolsonarista e 5, petista. Essa divisão evidencia a polarização política no país, que também se manifesta em tensões internas e discussões sobre futuras candidaturas presidenciais dentro do próprio campo da direita. Mais recentemente, o movimento tem enfrentado divergências estratégicas, como a polarização entre o confronto direto com o Supremo Tribunal Federal (STF) e a priorização da articulação legislativa e anistia para condenados de eventos passados.
A pesquisa do Instituto Datafolha perguntou aos entrevistados: "considerando uma escala de 1 a 5, onde 1 é bolsonarista e 5 petista, em qual número você se encaixa?". O resultado indica que a maioria da população se alinha a esses dois polos ideológicos, refletindo o cenário político brasileiro contemporâneo marcado por essa dicotomia. Mais recentemente, o bolsonarismo tem enfrentado discussões internas, como as geradas pela declaração da esposa de Tarcísio de Freitas, que sugeriu um "CEO para o Brasil", interpretada como um endosso à candidatura presidencial de Tarcísio. Essa fala gerou críticas de outros bolsonaristas, evidenciando as tensões e a dinâmica de poder dentro do campo da direita em relação a futuras eleições.
Além disso, o movimento tem sido palco de uma disputa estratégica e de protagonismo, exemplificada pelo ato convocado pelo deputado Nikolas Ferreira para 1º de março de 2026. A manifestação, com o lema “Fora, Lula, Moraes e Toffoli”, gerou desconforto em parte dos aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro. Um grupo defende que a pauta central deveria ser a anistia aos condenados pelos atos de 8 de Janeiro e a articulação para derrubar vetos presidenciais no Congresso, argumentando que insistir no impeachment de ministros do STF poderia ser contraproducente, pois o presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicaria os substitutos. Nikolas Ferreira, por sua vez, defendeu o enfrentamento direto, questionando a mudança de discurso de aliados que antes apoiavam o impeachment de ministros e conectando a derrubada do veto sobre a dosimetria à libertação dos presos do 8 de Janeiro.