O Banco Central do Brasil lançou o BC Protege+ em dezembro de 2025 como uma medida para combater crimes financeiros e fortalecer a confiança no sistema bancário. A diretora de Cidadania e Supervisão de Conduta do Banco Central, Izabela Correa, destacou que a ferramenta serve tanto aos cidadãos quanto à integridade do sistema financeiro. Em janeiro de 2026, a ferramenta já havia registrado 716 mil ativações e a estimativa era de alcançar um milhão de adesões até o final do mês, mantendo um ritmo de 18 mil novos usuários por dia. Até 20 de fevereiro de 2026, um milhão de pessoas já haviam ativado a proteção, e as instituições financeiras realizaram 70,9 milhões de consultas ao sistema para verificar pedidos de abertura de contas ou inclusão de titulares. O serviço é gratuito e pode ser ativado ou desativado pelo próprio usuário a qualquer momento, comunicando automaticamente a restrição a todas as instituições financeiras. A consulta ao sistema pelas instituições financeiras é obrigatória antes da abertura de qualquer conta, funcionando como uma camada adicional de segurança para prevenir fraudes de identidade.
Para ativar o serviço, o usuário deve acessar a área logada do Meu BC utilizando uma Conta gov.br de nível prata ou ouro, com verificação em duas etapas habilitada. Colaboradores de empresas registrados no gov.br também podem ativar a proteção em nome da organização. Uma vez ativado, o usuário comunica oficialmente que não deseja abrir contas nem ser incluído como titular ou representante em contas de terceiros. A escolha fica registrada no sistema e é informada automaticamente às instituições financeiras quando elas consultam os dados do cliente.
Caso o usuário deseje abrir uma conta ou ser incluído na de terceiros, é necessário acessar novamente o BC Protege+ e desativar a proteção temporariamente. O Banco Central recomenda programar uma data de reativação automática, garantindo que a segurança seja restabelecida após o procedimento. O serviço é gratuito e pode ser ativado ou desativado a qualquer momento.