Augusto Lima ganhou notoriedade no cenário empresarial após adquirir a rede de supermercados Cesta do Povo durante a privatização da Empresa Baiana de Alimentos (Ebal). Com essa aquisição, ele também obteve o controle do Credcesta, um cartão de benefícios inicialmente voltado para servidores públicos na Bahia. O Credcesta expandiu suas operações nacionalmente em parceria com o Banco Master, transformando-se em um produto de crédito consignado que passou a integrar carteiras negociadas com fundos de investimento e outras instituições financeiras.
Uma parte significativa desses créditos, oferecidos a aposentados e pensionistas, não teria sido informada às autoridades ou não possuía recursos e estrutura adequados para operar conforme as regulamentações. Lima atuou como CEO do Banco Master e, em julho de 2025, obteve autorização do Banco Central para adquirir o controle do Banco Pleno.
Em novembro de 2025, Augusto Lima foi preso preventivamente pela Polícia Federal na Operação Compliance Zero. Em fevereiro de 2026, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Pleno e da Pleno Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários (DTVM). A decisão foi motivada pelo comprometimento da situação econômico-financeira da instituição, deterioração da liquidez, e por infrações às normas e determinações do Banco Central. Na época da liquidação, o conglomerado representava uma parcela mínima do sistema financeiro brasileiro, com cerca de 0,04% dos ativos e 0,05% das captações.