António José Seguro
Adicionado evento de 20-21/01/2026 sobre pesquisa de intenção de voto para o segundo turno, resultados detalhados do primeiro turno em 18/01/2026, e informações sobre o papel do presidente em Portugal e o atual presidente Marcelo Rebelo de Sousa.
António José Seguro é uma figura política portuguesa de centro-esquerda que avançou para o segundo turno das eleições presidenciais em Portugal. Uma pesquisa recente, realizada entre 20 e 21 de janeiro de 2026, aponta que Seguro venceria o segundo turno com 70% das intenções de voto, contra 30% de seu adversário, André Ventura. A disputa final está marcada para 8 de fevereiro, e uma vitória com tal margem representaria um feito histórico, podendo igualar o recorde de Mário Soares.
António José Seguro emergiu como um dos dois candidatos que se qualificaram para o segundo turno das eleições presidenciais em Portugal, realizadas em 18 de janeiro de 2026. Ele liderou o primeiro turno com 31,13% dos votos, posicionando-o em uma disputa contra o populismo, representado por André Ventura, que obteve 23,49%. Este cenário eleitoral reflete uma polarização política no país, que foi redesenhado pelo avanço do Chega, partido de extrema direita que se tornou a segunda maior força política nas últimas eleições parlamentares.
Uma pesquisa do Centro de Estudos e Sondagens de Opinião (Cesop), da Universidade Católica, divulgada em 26 de janeiro de 2026, indicou uma vitória expressiva de Seguro no segundo turno, com 70% das intenções de voto. Este resultado, se confirmado, pode igualar o recorde de Mário Soares, que conquistou 70,4% dos votos em sua reeleição, e superar o desempenho de Marcelo Rebelo de Sousa, eleito em 2021 com pouco mais de 60% dos votos. O atual presidente, Marcelo Rebelo de Sousa, de centro-direita, completa quase uma década no Palácio de Belém e está impedido pela Constituição de concorrer a um terceiro mandato consecutivo, abrindo espaço para uma corrida inédita à presidência. Em Portugal, o presidente é o chefe de Estado com funções principalmente institucionais e simbólicas, enquanto o primeiro-ministro é o chefe de governo. Em crises políticas, o presidente pode ganhar mais poder, podendo vetar leis, dissolver o Parlamento e convocar eleições.