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Ali Khamenei
Adicionado evento de 17/01/2026 sobre a admissão de Ali Khamenei de "milhares" de mortes nos protestos e suas acusações contra Donald Trump. Detalhes econômicos da crise foram atualizados.
Ali Khamenei é o Líder Supremo do Irã, a mais alta autoridade política e religiosa do país. Ele é uma figura central na política iraniana, com influência significativa nas decisões domésticas e internacionais do Irã. Em janeiro de 2026, em meio a uma onda de protestos internos, crise econômica e tensões internacionais, sua liderança foi marcada por desafios crescentes, incluindo sua própria debilidade física e a ausência de um sucessor claro. Pela primeira vez, em 17 de janeiro de 2026, Khamenei admitiu publicamente que houve "milhares" de mortes nas manifestações pelo país, ao mesmo tempo em que acusava o presidente dos EUA, Donald Trump, de ser um criminoso por incitar os manifestantes e buscar dominar os recursos do Irã.
Ali Khamenei assumiu a posição de Líder Supremo após a morte do Aiatolá Ruhollah Khomeini. Sua liderança tem sido marcada por um período de tensões internacionais, especialmente com os Estados Unidos. Em janeiro de 2026, em meio a protestos internos no Irã e crescentes ameaças entre Teerã e Washington, Khamenei comparou o então presidente dos EUA, Donald Trump, a um faraó, alertando para a "queda de tiranos". Esta declaração reflete a retórica antiocidental frequentemente adotada pelo regime iraniano sob sua liderança. Em 17 de janeiro de 2026, Khamenei reforçou essa retórica, chamando Trump de criminoso e acusando-o de incitar os manifestantes e buscar dominar os recursos econômicos e políticos do Irã. Ele descreveu os manifestantes como "soldados rasos" dos Estados Unidos, que teriam destruído mesquitas e centros educacionais, e reconheceu que os protestos resultaram em "milhares" de mortos.
Nesse mesmo período, o Irã enfrentou uma onda de protestos que se espalhou por suas 31 províncias, diferindo de mobilizações anteriores por ocorrer em um contexto de vulnerabilidade do regime. A grave crise econômica, evidenciada pela desvalorização de 40% do rial e inflação descontrolada, com o rial perdendo 56% de seu valor frente ao dólar em um ano e o preço dos alimentos aumentando em média 72%, e uma guerra de 12 dias com Israel em junho de 2025, contribuíram para o aumento da insatisfação popular. Os protestos, iniciados por comerciantes do Grande Bazar de Teerã, rapidamente escalaram de questões econômicas para demandas por mudança de regime. A repressão brutal das forças de segurança resultou em centenas de mortos e milhares de presos, além do bloqueio da internet e da telefonia para isolar os manifestantes. A lacuna geracional, com 47% dos iranianos tendo menos de 30 anos e impulsionando os protestos, e a percepção de que o medo estava perdendo força na população, foram fatores cruciais. Analistas como Vali Nars, professor de Relações Internacionais, sugeriram que, embora um colapso total não fosse iminente, a revolução iraniana poderia estar chegando ao fim. Paralelamente, o líder supremo, Ali Khamenei, de 86 anos, apresentava-se fisicamente debilitado e sem um sucessor claro, enquanto seus parceiros regionais, como Hezbollah e Hamas, estavam enfraquecidos. O presidente dos EUA, Donald Trump, considerava opções militares, cibernéticas e sanções, além de apoiar os manifestantes, aumentando a pressão externa sobre o regime. Dias antes da declaração de Khamenei, Trump havia alertado que agiria caso a matança de manifestantes continuasse, embora um dia antes da admissão de Khamenei, Trump tenha adotado um tom conciliatório, afirmando que o Irã havia cancelado execuções.