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Ali Khamenei
Adicionado evento de 13/01/2026 sobre a onda de protestos no Irã, crise econômica, guerra com Israel e a debilidade de Khamenei, além de novos atores e termos importantes.
Ali Khamenei é o Líder Supremo do Irã, a mais alta autoridade política e religiosa do país. Ele é uma figura central na política iraniana, com influência significativa nas decisões domésticas e internacionais do Irã. Em janeiro de 2026, em meio a uma onda de protestos internos, crise econômica e tensões internacionais, sua liderança foi marcada por desafios crescentes, incluindo sua própria debilidade física e a ausência de um sucessor claro.
Ali Khamenei assumiu a posição de Líder Supremo após a morte do Aiatolá Ruhollah Khomeini. Sua liderança tem sido marcada por um período de tensões internacionais, especialmente com os Estados Unidos. Em janeiro de 2026, em meio a protestos internos no Irã e crescentes ameaças entre Teerã e Washington, Khamenei comparou o então presidente dos EUA, Donald Trump, a um faraó, alertando para a "queda de tiranos". Esta declaração reflete a retórica antiocidental frequentemente adotada pelo regime iraniano sob sua liderança.
Nesse mesmo período, o Irã enfrentou uma onda de protestos que se espalhou por suas 31 províncias, diferindo de mobilizações anteriores por ocorrer em um contexto de vulnerabilidade do regime. A grave crise econômica, evidenciada pela desvalorização de 40% do rial e inflação descontrolada, e uma guerra de 12 dias com Israel em junho de 2025, contribuíram para o aumento da insatisfação popular. Os protestos, iniciados por comerciantes do Grande Bazar, rapidamente escalaram de questões econômicas para demandas por mudança de regime. A repressão brutal das forças de segurança resultou em centenas de mortos e milhares de presos, além do bloqueio da internet e da telefonia para isolar os manifestantes. A lacuna geracional, com 47% dos iranianos tendo menos de 30 anos e impulsionando os protestos, e a percepção de que o medo estava perdendo força na população, foram fatores cruciais. Analistas como Vali Nars, professor de Relações Internacionais, sugeriram que, embora um colapso total não fosse iminente, a revolução iraniana poderia estar chegando ao fim. Paralelamente, o líder supremo, Ali Khamenei, de 86 anos, apresentava-se fisicamente debilitado e sem um sucessor claro, enquanto seus parceiros regionais, como Hezbollah e Hamas, estavam enfraquecidos. O presidente dos EUA, Donald Trump, considerava opções militares, cibernéticas e sanções, além de apoiar os manifestantes, aumentando a pressão externa sobre o regime.