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TJs justificam ao CNJ depósitos no BRB por rendimentos maiores

Tribunais de Justiça explicaram ao CNJ a transferência de depósitos judiciais para o BRB devido a rendimentos superiores, em meio a investigações e crise financeira do banco.

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Foto: G1 Política
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01/04 às 17:00

Pontos principais

  • Tribunais de Justiça de cinco estados e do DF foram questionados pelo CNJ sobre depósitos judiciais no BRB.
  • Os TJs alegaram que o BRB ofereceu rendimentos significativamente maiores que outras instituições.
  • A Corregedoria Nacional de Justiça investiga a situação após o escândalo do Banco Master e a crise do BRB.
  • O TJ do Maranhão utilizou parte dos rendimentos para pagar "penduricalhos" a juízes.
  • O BRB não divulgou seu balanço de 2025 no prazo legal, citando auditoria e investigação independente.

Tribunais de Justiça dos estados do Maranhão, Bahia, Paraíba, Alagoas e do Distrito Federal justificaram ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) a transferência de depósitos judiciais para o Banco de Brasília (BRB). Os TJs alegaram que o BRB ofereceu rendimentos substancialmente maiores, em alguns casos mais que o dobro do que outras instituições financeiras como a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil. A Corregedoria Nacional de Justiça está investigando a situação, especialmente após o escândalo envolvendo o Banco Master, que pode ter gerado um prejuízo bilionário ao BRB e levantou preocupações sobre a capacidade do banco de honrar seus compromissos. O ex-governador do DF, Ibaneis Rocha, chegou a solicitar um empréstimo de R$ 4 bilhões ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para assegurar a liquidez do BRB.

Em meio a essa controvérsia, o Tribunal de Justiça do Maranhão, que detinha R$ 4,7 bilhões em depósitos no BRB, utilizou parte dos rendimentos obtidos para pagar "penduricalhos" a juízes, gerando questionamentos. O BRB, por sua vez, não divulgou seu balanço de 2025 no prazo legal, informando que as demonstrações financeiras estão em fase de elaboração e auditoria após a investigação independente. As respostas dos tribunais estão sendo analisadas pelo corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell, para determinar as próximas ações.

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