O funk brasileiro, especialmente o 'brazilian phonk', está sendo usado em vídeos de redes sociais que apoiam ou criticam o Irã, Israel e EUA, gerando interpretações diversas.
O funk brasileiro, em sua vertente 'brazilian phonk', emergiu como uma trilha sonora inusitada em vídeos de redes sociais que abordam as tensões geopolíticas entre Irã, Estados Unidos e Israel. Com sua batida característica, o gênero tem sido empregado tanto por apoiadores quanto por críticos das diferentes facções, resultando em interpretações muitas vezes distorcidas das letras originais. Perfis pró-Irã, por exemplo, utilizam versos de funk sexualmente explícitos para exaltar o líder Ali Khamenei, enquanto a oposição iraniana emprega o mesmo ritmo para celebrar a família Pahlavi, interpretando as letras como símbolos de força e vigor.
Essa apropriação cultural do funk brasileiro demonstra a capacidade de um gênero musical de transcender fronteiras e contextos, mesmo que a autoria e o significado original de suas letras se percam no processo. Além dos grupos políticos, mulheres que se opõem ao regime iraniano e perfis de humor também incorporam o funk em suas postagens, evidenciando a versatilidade e o alcance global inesperado do batidão brasileiro em um cenário de conflito internacional.