Juristas avaliam que o senador Flávio Bolsonaro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cometeram propaganda eleitoral antecipada, o que pode gerar multas.
Juristas apontam que tanto o senador Flávio Bolsonaro quanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva podem ter cometido propaganda eleitoral antecipada, um ilícito eleitoral que pode gerar multas. A legislação eleitoral proíbe pedidos explícitos de voto ou mensagens com o mesmo sentido antes de 16 de agosto, data oficial para o início da propaganda. Enquanto Lula fez um pedido de voto direto durante a 2ª Conferência Nacional do Trabalho, Flávio Bolsonaro é questionado pelo uso de "palavras mágicas" em um ato na Avenida Paulista, que, segundo especialistas, equivalem a um pedido de voto.
Essa avaliação de juristas destaca a linha tênue entre a exaltação de qualidades e planos, permitida na pré-campanha, e o pedido de voto, que é vedado. A infração pode acarretar multas que variam de R$ 5 mil a R$ 25 mil, ou o valor total investido na propaganda, caso seja superior. A situação ressalta a vigilância sobre as declarações de figuras políticas em período pré-eleitoral.