A LCM Construção e Comércio, que teve um salto em contratos federais no governo Lula, está sob investigação da Polícia Federal por suspeitas de cartel e superfaturamento em obras rodoviárias.
A empresa LCM Construção e Comércio, conhecida como a "campeã do asfalto", tornou-se alvo de uma investigação da Polícia Federal por suspeitas de formação de cartel e superfaturamento em obras de rodovias. A empresa registrou um aumento significativo em seus contratos com o governo federal, totalizando R$ 8,3 bilhões na atual gestão, um valor 25% superior ao mesmo período do governo anterior. Essa ascensão se deu em um cenário de declínio de grandes empreiteiras após a Operação Lava-Jato, com o fundador da LCM, Luiz Otávio Fontes Junqueira, mantendo boas relações políticas.
As investigações apontam indícios de cartel em ao menos cinco estados, com pagamentos do Dnit sendo realizados mesmo após alertas de irregularidades. Além da PF, a Controladoria-Geral da União (CGU) e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) também estão apurando as atividades da LCM, incluindo obras na BR-367 (MG-BA), por indícios robustos de infração à ordem econômica, como divisão prévia de mercado e simulação de competição em licitações.