Empresa 'campeã do asfalto' vira alvo da PF por cartel e superfaturamento em obras
A LCM Construção e Comércio, que teve um salto em contratos federais no governo Lula, está sob investigação da Polícia Federal por suspeitas de cartel e superfaturamento em obras rodoviárias.
Pontos principais
- A LCM Construção e Comércio é investigada por formação de cartel e superfaturamento em obras de rodovias, sendo apelidada de "campeã do asfalto" no governo Lula.
- A empresa firmou R$ 8,3 bilhões em obras no atual governo, superando em 25% os contratos do mesmo período do governo Bolsonaro.
- A ascensão da LCM ocorreu após o declínio de grandes empreiteiras devido à Operação Lava-Jato, com seu fundador, Luiz Otávio Fontes Junqueira, mantendo boas relações políticas.
- Junqueira foi alvo de operação da PF por fraudes em licitações do Dnit no Amapá, com suspeita de conluio com empresas ligadas a Breno Chaves Pinto, suplente do senador Davi Alcolumbre.
- A CGU e o Cade também investigam a LCM por indícios robustos de infração à ordem econômica, como divisão prévia de mercado e simulação de competição em obras como a BR-367 (MG-BA).
A empresa LCM Construção e Comércio, conhecida como a "campeã do asfalto", tornou-se alvo de uma investigação da Polícia Federal por suspeitas de formação de cartel e superfaturamento em obras de rodovias. A empresa registrou um aumento significativo em seus contratos com o governo federal, totalizando R$ 8,3 bilhões na atual gestão, um valor 25% superior ao mesmo período do governo anterior. Essa ascensão se deu em um cenário de declínio de grandes empreiteiras após a Operação Lava-Jato, com o fundador da LCM, Luiz Otávio Fontes Junqueira, mantendo boas relações políticas.
As investigações apontam indícios de cartel em ao menos cinco estados, com pagamentos do Dnit sendo realizados mesmo após alertas de irregularidades. Além da PF, a Controladoria-Geral da União (CGU) e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) também estão apurando as atividades da LCM, incluindo obras na BR-367 (MG-BA), por indícios robustos de infração à ordem econômica, como divisão prévia de mercado e simulação de competição em licitações.
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