Uma pesquisa nacional aponta que o "silêncio organizacional", impulsionado pelo receio de retaliação, impede a inovação e o poder de decisão em companhias do Brasil, apesar do avanço no discurso sobre diversidade.
Uma pesquisa nacional recente revela que o "silêncio organizacional", motivado pelo medo de retaliação, está inibindo a inovação e a tomada de decisões em empresas brasileiras. O estudo "Diversidade sem Poder: quem entra, mas não decide", da Heach Recursos Humanos, aponta que, apesar do avanço no discurso sobre diversidade, a inclusão efetiva ainda é um desafio. Profissionais de grupos diversos, embora presentes em reuniões estratégicas, têm pouco poder de decisão, com 61% afirmando que suas contribuições raramente alteram decisões já tomadas. Além disso, 54% dos entrevistados evitam discordar de líderes por receio de impactos negativos na carreira.
O Índice de Diversidade com Poder (IDP) da Heach, que registrou uma média nacional de 52 pontos, evidencia uma inclusão parcial, com baixos índices em "poder decisório real" e "segurança psicológica". Elcio Paulo Teixeira, CEO da Heach, ressalta que a diversidade sem poder não é sustentável e acarreta custos elevados em retenção de talentos, inovação e continuidade dos negócios. O estudo alerta para o risco de perda de talentos e a formação de um vácuo na liderança futura, já que o IDP despenca em cargos de liderança intermediária, sublinhando a urgência de transformar o discurso de diversidade em prática efetiva nas mesas de decisão.