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Caruru gigante identificado em SP gera alerta máximo na agricultura

A primeira identificação do Caruru Gigante (Amaranthus palmeri) em São Paulo, uma planta invasora resistente a herbicidas, causa preocupação entre produtores e autoridades agrícolas do estado.

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Foto: G1 - Economia
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22/02 às 08:00

Pontos principais

  • O Caruru Gigante (Amaranthus palmeri) foi detectado pela primeira vez em São Paulo, em uma lavoura de soja na região de São José do Rio Preto.
  • A planta é classificada como emergência fitossanitária, podendo causar perdas de até 70% na soja e 91% no milho devido ao seu rápido crescimento e resistência a herbicidas.
  • Acredita-se que a praga tenha chegado acidentalmente, possivelmente por meio de veículos, e sua erradicação exige remoção manual e incineração.
  • Originária dos EUA, a Amaranthus palmeri foi identificada no Brasil em 2015, nos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
  • Autoridades e produtores estão em alerta, com orientações para comunicação imediata de suspeitas e limpeza rigorosa de equipamentos para conter a propagação.

A agricultura paulista está em alerta máximo após a primeira identificação do Caruru Gigante (Amaranthus palmeri) no estado, em uma lavoura de soja na região de São José do Rio Preto. Esta planta invasora, conhecida por sua alta capacidade de destruição e resistência à maioria dos herbicidas, representa uma séria ameaça às culturas locais. Com um crescimento acelerado de até 7 cm por dia e a produção de milhões de sementes, a espécie pode causar perdas significativas, estimadas em até 70% na soja e 91% no milho, o que a classifica como uma emergência fitossanitária.

A principal hipótese para a chegada da praga é o transporte acidental, possivelmente por veículos. Originária dos Estados Unidos, a Amaranthus palmeri foi registrada no Brasil pela primeira vez em 2015, nos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Diante da gravidade da situação, a única forma eficaz de controle é a erradicação manual, que envolve a retirada, ensacamento e incineração das plantas. Autoridades e produtores estão mobilizados, realizando vistorias e orientando sobre a importância da comunicação imediata em caso de suspeita e da limpeza rigorosa de equipamentos para evitar a propagação da invasora.

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