A histórica e complexa relação entre México e Cuba enfrenta um desafio sem precedentes devido às sanções impostas pelos Estados Unidos sob a administração Trump, forçando o México a reavaliar seu apoio à ilha.
A "relação especial" entre México e Cuba, que perdura desde a Revolução Cubana de 1959, está sendo severamente testada pelas sanções impostas pelos Estados Unidos sob a administração de Donald Trump. A política americana, que visa isolar o governo cubano, inclui medidas agressivas contra países que fornecem petróleo à ilha, colocando o México em uma posição delicada. Embora a presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, tenha criticado as sanções como "injustas", seu governo se viu obrigado a equilibrar o apoio histórico a Cuba com a manutenção de boas relações com os EUA.
Diante da pressão, o México aumentou a ajuda humanitária a Cuba, mas suspendeu o envio de combustível para evitar sanções americanas. Essa situação evidencia a complexidade da relação bilateral, que já passou por fases de intensa proximidade, especialmente durante os governos do PRI, e distanciamento, como nos governos do PAN. A atual conjuntura força o México a reavaliar seu papel e a forma de apoio a Cuba, em um cenário geopolítico cada vez mais tenso.