Investidores precisam de planejamento tributário mais abrangente devido à nova tributação de dividendos e ao Imposto de Renda da Pessoa Física Mínimo, em vigor desde janeiro.
As novas regras de tributação sobre dividendos e o Imposto de Renda da Pessoa Física Mínimo, em vigor desde janeiro, estão demandando uma reavaliação do planejamento tributário por parte dos investidores. Especialistas alertam que muitos ainda não se organizaram para as mudanças, que incluem a retenção de 10% sobre dividendos mensais acima de R$ 50 mil e a complementação de imposto para quem não atingir a alíquota mínima de 10% sobre ganhos anuais superiores a R$ 600 mil.
Diante desse cenário, a necessidade de uma assessoria contábil estratégica se torna crucial. O planejamento tributário deve migrar de uma abordagem segmentada para uma visão consolidada dos ganhos, explorando estratégias como a combinação de pro-labore e dividendos, a utilização de benefícios indiretos e a estruturação de holdings para otimizar a carga tributária. A não correção dos 10% retidos mensalmente sobre dividendos sugere que concentrar os pagamentos no fim do ano pode ser uma tática para melhorar o uso do capital.