A crise energética em Cuba, agravada pelo bloqueio de combustível dos EUA, coloca em risco a existência de mais de 9 mil pequenas e microempresas, vitais para a economia local.
A crise energética em Cuba, intensificada pelo bloqueio de combustível imposto pelos Estados Unidos, ameaça a sobrevivência de mais de 9 mil pequenas e microempresas (PMEs) na ilha. Um estudo recente da consultoria Auge revela que 96,4% dessas empresas são totalmente dependentes de combustível, enfrentando impactos que variam de severos a catastróficos. Setores cruciais como manufatura e alimentação estão sendo particularmente afetados, com relatos de apagões de até 20 horas e escassez de combustível, resultando em perdas significativas de produção e estoque.
Das 9.236 mipymes que representam o tecido produtivo mais dinâmico de Cuba desde 2010, cerca de 1.413 enfrentam alto risco de fechamento se a crise persistir. Embora 48% das empresas tenham investido em soluções como painéis solares e geradores, os 52% restantes não puderam ou não priorizaram esses investimentos, estando agora à beira da paralisação. A capital Havana concentra 43% dessas empresas, tornando a situação ainda mais crítica para a economia local.