A vassoura-de-bruxa da mandioca, causada pelo fungo Ceratobasidium theobromae, tem gerado uma crise agrícola e social no Amapá, afetando dez dos dezesseis municípios desde 2020. A doença impede a circulação da seiva nas plantas, resultando na morte da mandioca e na perda completa das lavouras, o que impacta severamente a economia local e, principalmente, a subsistência de comunidades indígenas. O estado declarou situação de emergência em 2024, e há suspeitas de que a doença tenha se espalhado a partir da fronteira com a Guiana-Francesa.
Diante da ausência de um tratamento eficaz e da falta de conhecimento aprofundado sobre o fungo, a situação é crítica. Indígenas, como o cacique Gilberto Iaparrá, relatam a dependência de programas sociais como o Bolsa Família para sobreviver após a perda de suas roças. Embora o governo estadual tenha investido R$ 8 milhões em ações de contenção, a preocupação aumenta com a possível chegada da doença à região de Pacuí, uma das maiores produtoras de farinha do Amapá, o que agravaria ainda mais o cenário.
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