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Nestlé negocia venda de divisão de sorvetes para focar em áreas mais lucrativas

A Nestlé negocia a venda de sua divisão remanescente de sorvetes para a Froneri, visando simplificar o portfólio e focar em segmentos estratégicos, enquanto o CEO busca reverter o desempenho da empresa.

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Foto: InfoMoney
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20/02 às 13:01

Pontos principais

  • A Nestlé decidiu abandonar o negócio de sorvetes para focar em Café, Nutrição e Cuidados com Animais de Estimação, que representam mais de 70% de suas vendas.
  • A empresa está em negociações avançadas para vender suas marcas próprias de sorvetes remanescentes para a Froneri, sua joint-venture com a PAI Partners.
  • A estratégia visa otimizar o portfólio e fortalecer marcas mais lucrativas, conforme o presidente Philipp Navratil, que projeta crescimento orgânico da receita entre 3% e 4% em 2026.
  • A Nestlé registrou uma queda de 17% no lucro líquido em 2025, atingindo US$ 9 bilhões, e as vendas recuaram 2%, gerando pressão de investidores por uma reviravolta.
  • As ações da Nestlé subiram após o anúncio, buscando recuperação após desempenho inferior a rivais como Unilever e Danone.

A Nestlé anunciou uma reestruturação estratégica significativa, decidindo sair do negócio global de sorvetes para concentrar seus esforços e investimentos em segmentos considerados mais lucrativos: Café, Nutrição e Cuidados com Animais de Estimação. Essa mudança faz parte de uma iniciativa do presidente Philipp Navratil para otimizar o portfólio da companhia, focando em marcas mais fortes e com maior potencial de crescimento. A decisão ocorre após a empresa registrar uma queda de 17% no lucro líquido em 2025, totalizando US$ 9 bilhões, e um recuo de 2% nas vendas, indicando a necessidade de ajustes para melhorar seu desempenho financeiro e reverter o desempenho inferior a rivais.

Para concretizar essa saída, a Nestlé está em negociações avançadas com a Froneri, sua joint-venture com a PAI Partners, para a venda dos negócios de sorvetes que ainda não foram negociados, localizados em mercados como Canadá, Chile, Peru, China, Malásia e Tailândia. O novo CEO, Philipp Navratil, que projeta um crescimento orgânico da receita entre 3% e 4% em 2026, e o presidente do conselho, Pablo Isla, enfrentam pressão de investidores para uma reviravolta, após alta rotatividade na liderança e crises de governança. A empresa atualizou incentivos gerenciais e reformulou o conselho para impulsionar uma cultura de desempenho e estabilizar a empresa.

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