Governo Trump revoga regras de ar limpo e flexibiliza limite de mercúrio para usinas
O governo Trump reverteu regulamentações que limitavam as emissões de mercúrio e toxinas de usinas de energia, gerando críticas de entidades de saúde e ambientalistas que alertam para impactos negativos na saúde pública.
Pontos principais
- O governo Trump revogou regras de ar limpo que limitavam as emissões de mercúrio e toxinas de usinas de energia, visando ampliar a "energia de base".
- A Agência de Proteção Ambiental (EPA) justificou a flexibilização para reduzir custos de concessionárias de usinas a carvão, impulsionada pela demanda de energia para centros de dados de IA.
- Entidades de saúde pública e grupos ambientalistas alertam que a mudança prejudicará os mais vulneráveis e aumentará os gastos com saúde.
- A EPA argumenta que a Norma sobre Mercúrio e Substâncias Tóxicas no Ar (MATS) de 2012 já oferece segurança e que os acréscimos de 2024 gerariam mais custos do que benefícios.
- Críticos afirmam que os danos à saúde pública superam qualquer economia de custos, citando benefícios adicionais de saúde e proteção a grupos vulneráveis que seriam perdidos.
O governo Trump reverteu regulamentações de ar limpo que limitavam as emissões de mercúrio e outras toxinas por usinas de energia, uma medida que visa ampliar a "energia de base". A Agência de Proteção Ambiental (EPA) justificou a flexibilização para reduzir custos de concessionárias de usinas a carvão, impulsionada pela crescente demanda de energia para centros de dados de inteligência artificial. Esta decisão gerou fortes críticas de entidades de saúde pública e grupos ambientalistas, que alertam para impactos negativos na saúde pública, especialmente entre os mais vulneráveis, e um aumento nos gastos com saúde.
A Norma sobre Mercúrio e Substâncias Tóxicas no Ar (MATS), atualizada em 2024 pelo governo Biden e mantida pela Suprema Corte, previa uma redução significativa da poluição por mercúrio. Contudo, a EPA argumenta que a regra MATS de 2012 já oferece segurança adequada e que os acréscimos de 2024 gerariam mais custos do que benefícios. Críticos, no entanto, contestam essa avaliação, afirmando que os danos à saúde pública superam qualquer economia de custos, e que os benefícios adicionais de saúde e proteção a grupos vulneráveis seriam perdidos com a revogação.
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