Um ex-diretor do Banco Master revelou à Polícia Federal que assinava documentos sem leitura e não exercia funções de compliance, enquanto um ex-diretor do BRB expressou desconhecimento sobre a compra de carteiras do Master.
Em depoimento à Polícia Federal, Luiz Antonio Bull, ex-diretor do Banco Master, admitiu que assinava documentos "sem ler" e que, apesar do cargo, não exercia as funções de compliance da instituição. Ele afirmou que o compliance era dividido entre o banco e um escritório de advocacia, e que sua atuação se dava em outras áreas, alegando falta de formação específica para a função e que era um diretor apenas no papel, sem poder de decisão. Essa revelação surge em meio a um escândalo envolvendo a compra de carteiras do Master pelo BRB.
Paralelamente, Dario Oswaldo Jr., ex-diretor do BRB, declarou à PF que o banco não sabia o que estava adquirindo por R$ 12 bilhões em carteiras do Master, questionando a aquisição de ativos sem lastro de existência. O caso resultou na troca completa da diretoria do BRB, evidenciando a gravidade das acusações e a falta de transparência nas operações que levaram a essa transação bilionária.