O Tesouro Nacional desembolsou R$ 257,73 milhões em janeiro de 2026 para cobrir dívidas atrasadas de estados e municípios, atuando como garantidor de empréstimos e financiamentos. Os maiores valores foram destinados ao Rio Grande do Norte (R$ 84,32 milhões), Rio de Janeiro (R$ 82,34 milhões) e Rio Grande do Sul (R$ 70,55 milhões). Essa prática é comum, mas desde 2016, a União já pagou R$ 86,78 bilhões em dívidas garantidas, recuperando apenas R$ 6,03 bilhões através de contragarantias, o que levanta questões sobre a eficácia da recuperação dos valores.
Para mitigar o endividamento estadual, o Programa de Pleno Pagamento da Dívida dos Estados (Propag) foi instituído, oferecendo descontos e parcelamento em até 30 anos, com 22 estados já aderindo. Em um caso específico, o Rio Grande do Sul teve o pagamento de sua dívida com a União suspenso por 36 meses, com perdão dos juros pelo mesmo período, em resposta às enchentes que assolaram o estado em 2024, demonstrando a flexibilidade do Tesouro diante de calamidades.
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