O Goldman Sachs destacou que o mercado global de petróleo está sendo influenciado por um fenômeno incomum: o acúmulo de petróleo sancionado em navios, que está criando uma escassez artificial em terra e sustentando os preços do Brent. Apesar de um excedente global de oferta de 1,5 milhão de barris por dia previsto para 2025, os preços não caíram significativamente. Rússia, Irã e Venezuela são responsáveis por 375 milhões de barris de petróleo sancionado armazenados no mar, o que representa um terço do aumento dos estoques globais visíveis.
Essa situação é agravada pela queda na demanda por barris sancionados, impulsionada por novas sanções, riscos diplomáticos e o esgotamento das cotas de importação na China. O Goldman Sachs alerta que a manutenção de 1 milhão de barris por dia de petróleo sancionado no mar pode elevar o Brent em US$ 8, enquanto uma redução de 100 milhões de barris nos estoques marítimos poderia derrubar os preços em US$ 3-4. Para 2026, a expectativa é de que o acúmulo no mar diminua, mas os riscos geopolíticos e as mudanças na demanda de países como China e Índia continuarão a moldar o futuro dos fluxos de petróleo.
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