Petróleo sancionado no mar sustenta preços do Brent, aponta Goldman Sachs
O Goldman Sachs revela que o acúmulo de petróleo sancionado em navios está criando uma escassez artificial em terra, mantendo os preços do Brent elevados apesar do excedente global de oferta.
Pontos principais
- Mesmo com alta oferta, o preço do petróleo Brent permanece resiliente devido ao acúmulo de petróleo sancionado no mar.
- Rússia, Irã e Venezuela acumulam 375 milhões de barris de petróleo sancionado em navios, contribuindo para um terço do aumento dos estoques globais.
- A queda na demanda por barris sancionados é atribuída a novas sanções, riscos diplomáticos e esgotamento de cotas de importação na China.
- O Goldman Sachs projeta que a manutenção de 1 milhão de barris/dia de petróleo sancionado no mar pode elevar o Brent em US$ 8.
- A previsão para 2026 indica uma possível diminuição do acúmulo marítimo, mas riscos geopolíticos e mudanças na demanda de China e Índia persistem.
O Goldman Sachs destacou que o mercado global de petróleo está sendo influenciado por um fenômeno incomum: o acúmulo de petróleo sancionado em navios, que está criando uma escassez artificial em terra e sustentando os preços do Brent. Apesar de um excedente global de oferta de 1,5 milhão de barris por dia previsto para 2025, os preços não caíram significativamente. Rússia, Irã e Venezuela são responsáveis por 375 milhões de barris de petróleo sancionado armazenados no mar, o que representa um terço do aumento dos estoques globais visíveis.
Essa situação é agravada pela queda na demanda por barris sancionados, impulsionada por novas sanções, riscos diplomáticos e o esgotamento das cotas de importação na China. O Goldman Sachs alerta que a manutenção de 1 milhão de barris por dia de petróleo sancionado no mar pode elevar o Brent em US$ 8, enquanto uma redução de 100 milhões de barris nos estoques marítimos poderia derrubar os preços em US$ 3-4. Para 2026, a expectativa é de que o acúmulo no mar diminua, mas os riscos geopolíticos e as mudanças na demanda de países como China e Índia continuarão a moldar o futuro dos fluxos de petróleo.
Tópicos relacionados
Comentários
Carregando comentários...
