MPF processa Globo em R$ 10 milhões por pronúncia de 'recorde'
O Ministério Público Federal em Minas Gerais processou a TV Globo em R$ 10 milhões, alegando que a pronúncia incorreta da palavra "recorde" lesa o patrimônio cultural da língua portuguesa.
Pontos principais
- O MPF em Minas Gerais moveu uma ação contra a TV Globo, pedindo indenização de R$ 10 milhões.
- A causa do processo é a pronúncia da palavra "recorde", que o procurador Cléber Eustáquio Neves considera errada.
- A ação solicita que a Globo corrija a pronúncia em rede nacional e pague indenização por "lesão ao patrimônio cultural imaterial da língua portuguesa".
- O procurador argumenta que a pronúncia da Globo gera um "efeito manada" na população e sugere que a mudança visa evitar alusão à emissora concorrente Record.
- Vídeos de programas como Jornal Nacional e Globo Rural foram apresentados como evidências na petição inicial.
O Ministério Público Federal (MPF) em Minas Gerais entrou com uma ação judicial contra a TV Globo, cobrando R$ 10 milhões por suposta pronúncia incorreta da palavra "recorde". Segundo o procurador Cléber Eustáquio Neves, a forma como a emissora pronuncia o termo estaria causando uma "lesão ao patrimônio cultural imaterial da língua portuguesa", gerando um "efeito manada" na população. A petição inicial utiliza vídeos do Jornal Nacional e Globo Rural como exemplos da pronúncia questionada.
Além da indenização milionária, o MPF pede que a TV Globo seja obrigada a corrigir a pronúncia em rede nacional. A ação levanta a hipótese de que a alteração na pronúncia por parte da emissora seria uma estratégia para evitar qualquer associação com a TV Record, sua concorrente. A Globo foi notificada sobre o processo antes do Carnaval, mas até o momento não se manifestou publicamente sobre o caso.
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