A Moody's rebaixou a nota de crédito da CSN para B2 com perspectiva negativa, citando alta alavancagem e risco de refinanciamento, enquanto a empresa busca vender ativos para reduzir sua dívida.
A agência de classificação de risco Moody's rebaixou a nota de crédito da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) para B2, mantendo a perspectiva negativa. A decisão reflete a preocupação com a alta alavancagem da empresa e o risco de refinanciamento de suas dívidas no médio prazo, apesar de considerar a liquidez atual adequada. Este movimento segue um corte similar realizado pela Fitch no início de fevereiro, que reduziu a recomendação da CSN de 'BB' para 'BB-'.
Em resposta a esse cenário, a CSN tem planos de desalavancagem ambiciosos, buscando levantar entre R$ 15 bilhões e R$ 18 bilhões com a venda de ativos. A estratégia inclui a alienação de sua operação de cimento e participações em infraestrutura logística, visando reduzir sua dívida líquida de R$ 37,5 bilhões em 50%. A concretização dessas vendas será crucial para a empresa mitigar os riscos apontados pelas agências de rating e melhorar sua saúde financeira.