O Tribunal de Contas francês alertou que o país não pode mais depender do aumento de impostos e deve focar em cortes de gastos para controlar suas finanças públicas, diante de uma meta de déficit incerta e dívida crescente.
O Tribunal de Contas francês emitiu um alerta contundente, afirmando que a França alcançou o limite de sua capacidade tributária e que a única via para o controle das finanças públicas é a implementação de cortes de gastos. A dependência de novos aumentos de impostos, como os 12 bilhões de euros previstos no orçamento de 2026, principalmente de um imposto sobre grandes empresas, é vista como insustentável e prejudicial à competitividade e ao emprego no país.
A meta de déficit do governo de 5% do PIB para 2026 é considerada "altamente incerta", especialmente após parlamentares descartarem economias orçamentárias. O Tribunal expressa ceticismo quanto à previsão de aumento de despesas de apenas 0,3% em 2026, alertando para prováveis excessos orçamentários. A situação é agravada pela projeção de que, mesmo com a meta de déficit atingida, a dívida da França subiria para 118,6% do PIB, elevando a vulnerabilidade a juros e exigindo um aperto fiscal ainda maior.