A exportação brasileira de gado vivo por navio dobrou entre 2023 e 2025, alcançando um recorde, apesar das crescentes críticas de ambientalistas e especialistas em bem-estar animal sobre as condições de transporte.
A exportação brasileira de gado vivo por navio registrou um aumento expressivo, dobrando em apenas três anos e atingindo um recorde de quase 4 milhões de quilos em 2025, conforme dados da Agrostat. Esse crescimento ocorre em meio a fortes críticas de ambientalistas e especialistas em bem-estar animal, que denunciam as condições precárias de transporte. A prática é motivada pela preferência por carne fresca e por protocolos religiosos específicos de abate em países importadores.
As preocupações com o bem-estar animal são intensificadas por incidentes como o navio encalhado na Turquia em 2025 e a embarcação com 25 mil bois no Porto de Santos em 2018, que resultaram em denúncias de maus-tratos e poluição. Enquanto nações como Reino Unido e Nova Zelândia já proibiram essa comercialização, o Brasil mantém a prática, com a Associação Brasileira dos Exportadores de Gado (Abeg) defendendo-a como um mecanismo para regular os preços no mercado interno e assegurar a remuneração dos pecuaristas.