Brasil subexplora terras raras e pode perder oportunidade global
Apesar de possuir a segunda maior reserva mundial de terras raras, o Brasil explora menos de 1% de seu potencial, arriscando ficar de fora das cadeias de produção dominadas pela China.
Pontos principais
- O Brasil detém 23% das reservas mundiais de terras raras, sendo a 2ª maior, mas responde por menos de 1% da produção global.
- A China domina a separação e o refino de terras raras, especialmente os elementos de alto valor (HREE), cruciais para a transição energética.
- O país possui depósitos de argilas iônicas, mais fáceis e baratos de processar, contendo elementos estratégicos como Disprósio, Térbio, Neodímio e Praseodímio.
- Limitações incluem financiamento restrito, fragmentação regulatória, ausência de estratégia nacional e dependência tecnológica externa.
- Para aproveitar a oportunidade, o Brasil precisa expandir a capacidade de separação e refino, atrair capital e coordenar políticas industriais.
O Brasil, detentor da segunda maior reserva mundial de terras raras, com 23% do total global, explora atualmente menos de 1% de seu potencial, conforme análise do Bank of America. Essa subexploração pode fazer com que o país perca a chance de se inserir nas cadeias globais de produção, que são majoritariamente dominadas pela China, especialmente no refino e separação de elementos de alto valor (HREE), essenciais para tecnologias de transição energética.
Mesmo com depósitos de argilas iônicas, que são mais fáceis e baratos de processar e contêm elementos estratégicos como Disprósio e Neodímio, o Brasil enfrenta desafios significativos. A falta de financiamento adequado, a fragmentação regulatória, a ausência de uma estratégia nacional e a dependência tecnológica externa são barreiras que impedem o país de capitalizar sobre suas vastas reservas. Para reverter esse cenário, é crucial expandir a capacidade de refino, atrair investimentos e implementar políticas industriais coordenadas.
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