O presidente em exercício Geraldo Alckmin propõe a inclusão de salvaguardas no acordo Mercosul-UE para proteger o vinho brasileiro da concorrência, permitindo a suspensão temporária de vantagens tarifárias.
O presidente em exercício Geraldo Alckmin enfatizou a necessidade de proteger a produção de vinho brasileira no âmbito do acordo Mercosul-União Europeia. Ele propôs a implementação de salvaguardas, que permitirão a suspensão temporária de vantagens tarifárias caso surjam problemas, como o aumento de impostos de exportação. O presidente Lula deverá regulamentar essas salvaguardas por decreto, seguindo um modelo já adotado pela União Europeia, que estabelece limites para a investigação de aumentos de importações de produtos sensíveis.
Embora especialistas avaliem que o acordo possa baratear vinhos europeus no Brasil e ampliar a oferta, a redução de preços será gradual. Os produtores de vinho brasileiros, concentrados principalmente no Rio Grande do Sul, terão um período de adaptação, uma vez que a tarifa levará anos para ser zerada, oferecendo tempo para se ajustarem à nova dinâmica de mercado.