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Alckmin defende salvaguardas para vinho brasileiro em acordo Mercosul-UE

O presidente em exercício Geraldo Alckmin propõe a inclusão de salvaguardas no acordo Mercosul-UE para proteger o vinho brasileiro da concorrência, permitindo a suspensão temporária de vantagens tarifárias.

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Foto: G1 Política
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19/02 às 19:00

Pontos principais

  • Geraldo Alckmin defende a proteção do vinho brasileiro no acordo Mercosul-UE por meio de salvaguardas.
  • As salvaguardas permitirão suspender temporariamente benefícios tarifários em caso de problemas, como aumento de imposto de exportação.
  • A União Europeia já aprovou a regulamentação de salvaguardas para o bloco, com limites para investigação de aumento de importações.
  • Especialistas preveem que o acordo pode baratear vinhos europeus no Brasil, mas a redução de preços será gradual.
  • Produtores brasileiros terão tempo para se adaptar, pois a tarifa levará anos para ser zerada.

O presidente em exercício Geraldo Alckmin enfatizou a necessidade de proteger a produção de vinho brasileira no âmbito do acordo Mercosul-União Europeia. Ele propôs a implementação de salvaguardas, que permitirão a suspensão temporária de vantagens tarifárias caso surjam problemas, como o aumento de impostos de exportação. O presidente Lula deverá regulamentar essas salvaguardas por decreto, seguindo um modelo já adotado pela União Europeia, que estabelece limites para a investigação de aumentos de importações de produtos sensíveis.

Embora especialistas avaliem que o acordo possa baratear vinhos europeus no Brasil e ampliar a oferta, a redução de preços será gradual. Os produtores de vinho brasileiros, concentrados principalmente no Rio Grande do Sul, terão um período de adaptação, uma vez que a tarifa levará anos para ser zerada, oferecendo tempo para se ajustarem à nova dinâmica de mercado.

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