As articulações políticas de Rodrigo Pacheco e do PL estão complicando a formação da chapa majoritária para a sucessão de Romeu Zema em Minas Gerais, ameaçando acordos prévios.
As movimentações políticas em Minas Gerais estão gerando incertezas quanto à sucessão do governador Romeu Zema. O vice-governador Mateus Simões (PSD) enfrenta dificuldades para consolidar sua chapa majoritária, em grande parte devido às articulações de Rodrigo Pacheco e do Partido Liberal (PL). Pacheco, que deve migrar para o União Brasil, está afastando o partido e o PP da aliança governista de Zema, além de ter emplacado um aliado na presidência estadual do União Brasil, desbancando um nome ligado ao atual governador.
Paralelamente, o PL busca um caminho independente no estado, com Flávio Bolsonaro articulando um palanque para a candidatura presidencial e a possibilidade de Nikolas Ferreira disputar o governo mineiro. A indefinição de Pacheco, que é o preferido do presidente Lula para a disputa e está em negociações sobre sua filiação, somada à ambição do PL por uma candidatura própria, ameaça desmantelar os acordos prévios de Simões para as próximas eleições estaduais.