Espiões estrangeiros podem acessar mensagens de soldados russos no Telegram, alerta ministro
O ministro do Desenvolvimento Digital da Rússia, Maksud Shadayev, alertou que serviços de inteligência estrangeiros podem acessar mensagens do Telegram de soldados russos, enquanto o aplicativo enfrenta pressão por não remover conteúdo extremista.
Pontos principais
- Maksud Shadayev, ministro do Desenvolvimento Digital da Rússia, afirmou que espiões estrangeiros podem visualizar mensagens de soldados russos no Telegram.
- O Telegram é amplamente utilizado pelas forças russas na Ucrânia, mas está sob pressão das autoridades por falha em remover conteúdo extremista.
- Apesar dos problemas de segurança, a Rússia não bloqueará o Telegram para as tropas imediatamente, necessitando de tempo para migração para outros meios.
- A agência reguladora Roskomnadzor está reduzindo a velocidade do Telegram, em meio a uma repressão a aplicativos de mensagens estrangeiros.
- O partido de oposição Yabloko solicitou um comício em defesa do Telegram em Moscou, descrevendo-o como 'o último espaço de liberdade na Rússia'.
O ministro do Desenvolvimento Digital da Rússia, Maksud Shadayev, emitiu um alerta sobre a vulnerabilidade das comunicações de soldados russos no Telegram, indicando que serviços de inteligência estrangeiros podem estar acessando suas mensagens. Esta declaração surge em um momento de crescente pressão sobre o aplicativo, que é amplamente utilizado pelas forças russas na Ucrânia, devido à sua recusa em remover conteúdo considerado extremista pelas autoridades russas. Apesar das preocupações com a segurança e da repressão geral a aplicativos de mensagens estrangeiros, como o bloqueio do WhatsApp, a Rússia não planeja bloquear o Telegram para suas tropas de imediato, buscando tempo para uma transição para outras plataformas.
Enquanto a agência reguladora Roskomnadzor já está reduzindo a velocidade do Telegram, o fundador Pavel Durov defende o aplicativo, prometendo proteger a liberdade de expressão e a privacidade dos usuários. A situação destaca um dilema para a Rússia: equilibrar a segurança nacional e o controle de informações com a necessidade de comunicação de suas tropas e a percepção pública. O partido de oposição Yabloko, inclusive, solicitou um comício em defesa do Telegram, classificando-o como "o último espaço de liberdade na Rússia", sublinhando a relevância do aplicativo no cenário político e social do país.
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