O megainvestidor Stanley Druckenmiller, por meio de sua gestora Duquesne Family Office, aumentou significativamente sua posição em ações brasileiras via ETF pouco antes de um rali de 17% em janeiro, impulsionado pela fraqueza do dólar e alta das commodities.
O megainvestidor Stanley Druckenmiller, através de sua Duquesne Family Office, demonstrou uma aposta certeira no mercado brasileiro ao ampliar substancialmente sua exposição via ETF pouco antes de um rali significativo. A gestora aumentou sua posição no iShares MSCI Brazil ETF (EWZ) em US$ 112,8 milhões e adquiriu opções de compra no valor de US$ 134,3 milhões. Essa movimentação estratégica precedeu um salto de 17% no EWZ em janeiro, o melhor desempenho mensal do fundo desde 2020, impulsionado principalmente pela desvalorização do dólar e pela valorização das commodities.
O otimismo em relação ao Brasil é corroborado por analistas e gestores, que apontam para a expectativa de cortes de juros no país e o crescente interesse em ativos de mercados emergentes. A alta do mercado brasileiro foi liderada por ações de alta liquidez, como Vale e Petrobras, que servem como porta de entrada para investidores estrangeiros. Estrategistas do Itaú BBA observam um aumento do interesse global na América Latina, com muitos buscando aumentar a exposição a ações brasileiras via EWZ. Além disso, cerca de 64% dos gestores de fundos latino-americanos consultados pelo Bank of America esperam que o Ibovespa supere 190 mil pontos até o fim de 2026.