Defensoria do Tocantins propõe licença compensatória e benefícios para defensores
A Defensoria Pública do Tocantins encaminhou à Assembleia Legislativa um projeto de lei para instituir licença compensatória e outros benefícios para defensores, buscando equiparação com magistrados e promotores.
Pontos principais
- A proposta prevê licença compensatória de um dia de folga a cada três dias de acúmulo de processos, limitada a dez por mês, com possibilidade de conversão em dinheiro.
- O projeto busca equiparar os benefícios dos defensores aos já concedidos a juízes e membros do Ministério Público.
- Além da licença, a Defensoria propõe a criação de quatro cargos de Defensor Público de 1ª Classe e 16 cargos comissionados de Assessor Técnico.
- Outros benefícios incluem pagamento extra por substituição, adicional por plantões e auxílio-alimentação isento de imposto.
- A justificativa da Defensoria Pública invoca a sobrecarga de trabalho e o princípio da simetria constitucional entre as carreiras públicas.
A Defensoria Pública do Tocantins enviou à Assembleia Legislativa um projeto de lei que visa conceder licença compensatória e outros benefícios a defensores públicos, similarmente ao que já é oferecido a magistrados e membros do Ministério Público. A proposta inclui um dia de folga a cada três dias de acúmulo de processos, com limite de dez dias mensais, e a possibilidade de conversão em dinheiro. A iniciativa surge após uma decisão do Conselho Nacional de Justiça em outubro de 2024, que autorizou a conversão da licença-compensatória em pagamento para juízes, e busca endereçar a sobrecarga de trabalho alegada pela Defensoria.
Além da licença, o projeto também prevê a criação de novos cargos e benefícios como pagamento extra por substituição, adicional por plantões e auxílio-alimentação isento de impostos. O defensor-geral argumenta que a Defensoria possui o menor orçamento entre as instituições do sistema de justiça e que a implementação seria gradual, sem impactar o orçamento de 2026. A medida levanta debates sobre privilégios no serviço público e a busca por simetria entre as carreiras jurídicas.
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