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Oposição celebra rebaixamento de escola de samba que homenageou Lula e criticou Bolsonaro

A Acadêmicos de Niterói foi rebaixada após homenagear Lula e criticar Bolsonaro, gerando celebração da oposição, críticas de Janja e debates sobre ilícitos eleitorais.

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Foto: InfoMoney
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18/02 às 18:01 · atualizado há 4m

Pontos principais

  • A Acadêmicos de Niterói foi rebaixada para a Série Ouro, ficando em último lugar, após enredo que homenageou Lula e criticou Bolsonaro.
  • Políticos de oposição, como Flávio Bolsonaro e Nikolas Ferreira, celebraram o rebaixamento, associando-o a um presságio para o governo Lula e as eleições de 2026.
  • A primeira-dama Janja defendeu a escola, compartilhando o samba-enredo e afirmando que 'a arte não é para os covardes'.
  • O desfile gerou controvérsia ao representar Jair Bolsonaro como um palhaço preso e criticar 'neoconservadores', além de ironizar a 'família em conserva'.
  • Políticos de direita e a OAB-RJ criticaram o desfile por considerá-lo ofensivo e propaganda eleitoral, anunciando ações judiciais por preconceito religioso.
  • O Partido Novo e o senador Flávio Bolsonaro anunciaram que acionarão a Justiça Eleitoral pedindo a inelegibilidade de Lula por propaganda eleitoral antecipada.
  • O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitou pedidos para proibir o desfile, mas alertou para possíveis punições em caso de infrações.
  • A imprensa internacional noticiou o desfile, apontando possíveis riscos legais de propaganda eleitoral antecipada.

A escola de samba Acadêmicos de Niterói foi rebaixada para a Série Ouro do Carnaval do Rio de Janeiro, após terminar em último lugar com 264,6 pontos. O enredo 'Do alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil' gerou intensa controvérsia ao homenagear o presidente Lula e criticar o ex-presidente Jair Bolsonaro, representado como um palhaço preso. O desfile incluiu críticas a 'neoconservadores' e a Michel Temer, além de uma representação de evangélicos que motivou uma ação da OAB-RJ por preconceito religioso. Políticos de direita, como o senador Flávio Bolsonaro e o deputado Nikolas Ferreira, consideraram o desfile ofensivo e propaganda eleitoral antecipada, anunciando medidas judiciais. A escola, por sua vez, divulgou uma nota oficial alegando perseguição e tentativas de interferência em sua autonomia artística.

O rebaixamento da escola foi celebrado por políticos de oposição a Lula, liderados por Flávio Bolsonaro, que associaram o resultado a um presságio para o governo Lula e as eleições de 2026, com a frase 'Próximo rebaixamento será de Lula'. Parlamentares das frentes evangélica e católica também criticaram a representação da família e da fé cristã no desfile. Em contraste, a primeira-dama Janja defendeu a Acadêmicos de Niterói, compartilhando o samba-enredo e a mensagem de que 'a arte não é para os covardes'. O presidente nacional do PT, Edinho Silva, minimizou as críticas da oposição, classificando-as como uma tentativa 'ridícula' de desgastar Lula.

A repercussão da polêmica transcendeu as fronteiras nacionais, com veículos da imprensa internacional, como a BBC, DW e France 24, destacando a controvérsia e o risco legal de propaganda eleitoral antecipada. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já havia rejeitado pedidos para proibir o desfile, considerando-os censura prévia, mas alertou para possíveis punições em caso de infrações. Pelo menos 10 ações judiciais contestaram o desfile ou exigiram a devolução de recursos públicos. A Comissão de Ética Pública da Presidência da República também fez recomendações sobre a participação de autoridades federais, alertando contra propaganda eleitoral antecipada.

O Partido Novo e o senador Flávio Bolsonaro anunciaram que acionarão a Justiça Eleitoral pedindo a inelegibilidade de Lula, alegando uso de dinheiro público para campanha antecipada. Especialistas em direito eleitoral divergem: alguns veem o desfile como manifestação cultural sem ilicitude, enquanto outros apontam a configuração de propaganda eleitoral antecipada e abuso de poder, mencionando o uso do número e símbolo do partido e referências a plataformas eleitorais como indícios de irregularidade.

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