Na Rússia, o preço dos pepinos dobrou, tornando-se um símbolo da inflação em tempos de guerra e gerando descontentamento entre consumidores e políticos, com o órgão antimonopólio investigando a alta.
Na Rússia, o humilde pepino emergiu como um inesperado símbolo da inflação em tempos de guerra, com seu preço dobrando desde dezembro e atingindo valores que superam 300 rublos o quilo. Essa escalada gerou descontentamento generalizado entre consumidores e políticos, que questionam as explicações oficiais sobre a sazonalidade e buscam soluções para a crescente carestia de alimentos e outros bens essenciais. O órgão regulador antimonopólio já solicitou explicações a produtores e varejistas sobre os aumentos.
A situação reflete um aumento geral de 2,1% nos preços desde o início do ano, impulsionado por fatores como o aumento do imposto sobre valor agregado e a desaceleração econômica pós-guerra na Ucrânia. Enquanto o Banco Central prevê uma inflação anual de até 5,5%, a população também enfrenta aumentos nas contas de luz, gás e gasolina, intensificando a pressão sobre o orçamento familiar e provocando debates sobre possíveis medidas para conter a margem de lucro dos varejistas. Produtores, no entanto, prometem uma queda nos preços dos pepinos no próximo mês com a chegada do tempo mais quente.