Luiz Bangbala, reconhecido como o ogan mais antigo do Brasil e figura fundamental do candomblé, faleceu aos 106 anos no Rio de Janeiro.
Luiz Bangbala, ogan mais antigo do Brasil, faleceu aos 106 anos no Rio de Janeiro, deixando um legado inestimável para o candomblé e a cultura afro-brasileira. Sua partida marca o fim de uma era para a religião, na qual ele atuou por mais de oito décadas, comandando cerimônias e tocando atabaques com maestria. Nascido em Salvador e radicado em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, Bangbala foi uma figura central na preservação e difusão das tradições africanas no Brasil.
Além de sua dedicação religiosa, Bangbala foi um dos fundadores do afoxé Filhos de Gandhy no Rio e gravou dezenas de álbuns de cânticos em iorubá, enriquecendo o patrimônio cultural do país. Seu reconhecimento se estendeu a homenagens como a Ordem do Mérito Cultural em 2014 e tributos da Unidos do Cabuçu e do Centro Cultural Correios, consolidando sua imagem como um "grande griot das nossas tradições", conforme descrito pelo babalorixá Ivanir dos Santos, um verdadeiro guardião das memórias dos povos africanos.