Após quatro meses de desvalorização, o dólar pode iniciar uma recuperação impulsionada por fatores econômicos e políticos nos EUA, embora a sustentabilidade dessa alta divida especialistas.
O dólar, que registrou uma queda de 6,7% desde o Dia da Libertação e atingiu seu menor nível em quatro anos em janeiro, pode estar à beira de uma recuperação. A expectativa é impulsionada por um cenário político e econômico mais favorável nos Estados Unidos, que inclui a redução das projeções de cortes nas taxas de juros pelo Federal Reserve e uma menor incerteza em relação às políticas de Donald Trump. A melhora nas perspectivas de crescimento econômico dos EUA e o aumento da demanda por ativos norte-americanos também contribuem para essa possível valorização.
No entanto, a sustentabilidade dessa trégua para o dólar divide opiniões no mercado. Enquanto analistas como Dan Tobon do Citi e Jane Foley do Rabobank expressam otimismo, prevendo uma valorização da moeda, especialmente em relação ao euro, dólar canadense e libra esterlina, outros permanecem céticos. Instituições como J.P.Morgan, BofA e a Insight Investment, através de Francesca Fornasari, questionam a durabilidade dessa recuperação, apontando para o desejo do governo dos EUA por um dólar mais fraco.