Dois conselheiros do BRB renunciaram após suas indicações serem atribuídas ao Fundo Borneo, administrado pela Reag, gestora investigada por operações suspeitas com o liquidado Banco Master.
Dois conselheiros do BRB, Leonardo Roberto Oliveira de Vasconcelos e Celivaldo Elói Lima de Sousa, apresentaram suas renúncias ao Conselho Fiscal da instituição. A decisão surge após suas indicações terem sido atribuídas ao Fundo Borneo, administrado pela gestora Reag. A Reag, por sua vez, está sob investigação por operações consideradas suspeitas com o Banco Master, que foi liquidado após a operação Compliance Zero da Polícia Federal, resultando na prisão de seu controlador, Daniel Vorcaro, por suspeitas de fraudes financeiras.
Os conselheiros renunciantes negam qualquer ligação com o Fundo Borneo, que figura como um dos maiores acionistas privados do BRB, detendo 7,89% das ações preferenciais. Este cenário levanta questões sobre a governança e a influência de acionistas em instituições financeiras, especialmente em um contexto onde a gestora associada é alvo de investigações por irregularidades que levaram à liquidação de outro banco.