O Banco Central Europeu (BCE) adverte que os elevados preços da eletricidade na zona do euro, persistentes desde 2021, dificultam a descarbonização e as metas climáticas da União Europeia.
O Banco Central Europeu (BCE) emitiu um alerta sobre os contínuos altos preços da eletricidade na zona do euro, que persistem desde a crise energética de 2021-2022. Essa situação representa um obstáculo significativo para a União Europeia alcançar suas ambiciosas metas de descarbonização, especialmente porque a eletrificação é vista como um pilar fundamental da estratégia climática do bloco. Apesar da importância da eletrificação, o consumo de energia elétrica na UE registrou uma queda entre 2015 e 2023, contrariando a meta da Comissão Europeia de aumentar a participação da eletricidade no consumo final de 23% para 32% até 2030.
Os custos da eletricidade são majoritariamente compostos por despesas de geração, fornecimento e permissões de carbono, que representam cerca de 50% da conta para famílias e 63% para indústrias. Entre 2019 e 2024, os preços subiram 33% para consumidores residenciais e 53% para a indústria, principalmente devido aos custos dos combustíveis. O BCE enfatiza que as medidas temporárias de alívio não abordam os fatores estruturais e devem ser cuidadosamente implementadas para preservar os incentivos à transição energética, alertando que o sistema europeu de comércio de emissões (ETS) impacta desproporcionalmente países com matrizes elétricas mais dependentes de combustíveis fósseis.