Presidentes brasileiros, de Getúlio Vargas a Jair Bolsonaro, têm sido retratados em enredos de escolas de samba, refletindo o cenário político e social do país ao longo das décadas.
A história política brasileira se entrelaça com o carnaval através dos enredos das escolas de samba, que frequentemente retratam presidentes da República. Desde Getúlio Vargas, celebrado por seu nacionalismo e legislação trabalhista, até Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente mais homenageado, as escolas utilizam a arte para exaltar ou criticar figuras políticas. Juscelino Kubitschek, por exemplo, teve a construção de Brasília destacada, enquanto Dilma Rousseff foi citada como exemplo de liderança feminina.
No entanto, nem todas as representações são de exaltação. Presidentes como Fernando Collor, Michel Temer e Jair Bolsonaro foram alvo de críticas e sátiras. Collor foi associado ao confisco da poupança, Temer retratado como um "vampiro neoliberalista" em crítica às reformas, e Bolsonaro foi alvo de caricaturas relacionadas à pandemia e declarações polêmicas, evidenciando o papel das escolas de samba como um espelho da sociedade e um palco para o debate político.