Oposição articula 12 ações contra desfile pró-Lula; ex-ministro promove Flávio Bolsonaro para 2026
O desfile da Acadêmicos de Niterói, que homenageou Lula, gerou 12 ações judiciais da oposição, enquanto ex-ministro promove Flávio Bolsonaro para 2026.
Pontos principais
- O desfile da Acadêmicos de Niterói, com enredo sobre Lula, levou a oposição a articular pelo menos 12 ações judiciais por ilícitos eleitorais e abuso de poder.
- O PL e o Partido Novo questionam o uso de jingle, menções ao número de urna do PT e suposto uso de recursos públicos, pedindo investigação das contas da escola e inelegibilidade de Lula.
- Representações na PGR e no TSE alegam discriminação religiosa devido a uma ala do desfile que retratou evangélicos.
- O ex-ministro Gilson Machado distribuiu adesivos pró-Flávio Bolsonaro 2026, levando o PT a avaliar ação por propaganda antecipada.
- Gilson Machado custeou os adesivos e pretende representar contra o desfile da Acadêmicos de Niterói.
Partidos de oposição e parlamentares iniciaram uma ofensiva jurídica contra o desfile da Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Pelo menos 12 ações estão sendo preparadas na Justiça Eleitoral, Ministério Público e órgãos de controle, com acusações de propaganda eleitoral antecipada e abuso de poder político e econômico. O PL questiona menções ao número de urna, exaltação do governo e críticas a adversários, solicitando investigação das contas da escola de samba. O Partido Novo planeja pedir a inelegibilidade de Lula por suposto uso de recursos públicos para favorecer sua imagem, enquanto representações na PGR e no TSE alegam discriminação religiosa devido a uma ala que retratou evangélicos. O PT, por sua vez, defende que o desfile é liberdade artística e cultural, sem participação ou financiamento do partido, e sem pedido explícito de votos.
Paralelamente, o ex-ministro do Turismo Gilson Machado gerou controvérsia ao distribuir adesivos com a frase “O Nordeste está com Flávio Bolsonaro 2026” durante o Carnaval. A ação, que incluiu a colagem de adesivos com fotos de Flávio e Jair Bolsonaro, levou o setor jurídico do PT a avaliar uma representação na Justiça Eleitoral por propaganda antecipada. Machado, que custeou os adesivos, declarou que espera a judicialização e pretende, por sua vez, apresentar uma representação contra o desfile da Acadêmicos de Niterói, intensificando o embate político-eleitoral.
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