A rua Oscar Freire, em São Paulo, passa por uma transformação impulsionada pelo mercado imobiliário de alto padrão, resultando na perda de lojas, mas com um aumento significativo no faturamento do varejo e valorização do metro quadrado.
A rua Oscar Freire, em São Paulo, está passando por uma significativa reconfiguração impulsionada pelo mercado imobiliário de alto padrão. Embora a região registre um aumento na taxa de vacância de lojas devido à demolição para novos empreendimentos residenciais e corporativos, o faturamento projetado para o varejo da rua cresceu de R$ 316 milhões em 2024 para R$ 363 milhões em 2025, um aumento de R$ 47 milhões. Essa transformação é reflexo de mudanças no Plano Diretor e na Lei de Zoneamento, que incentivaram a verticalização e a construção em áreas próximas ao metrô.
O mercado imobiliário, com incorporadoras como Cyrela e RFM, está construindo condomínios de luxo, elevando a valorização do metro quadrado na Oscar Freire para 1.128 euros (quase R$ 7 mil), um aumento de 65% em 2025. Essa valorização a posiciona como uma das ruas mais caras do mundo. Há uma crescente demanda por serviços e experiências, com o setor de serviços de alimentação absorvendo parte do volume de varejistas de moda. Contudo, especialistas alertam que, apesar dos ganhos mercantis, a cidade pode perder em identidade e cultura devido ao novo perfil de construção.