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Marinheiros enfrentam 'escravidão moderna' em navios fantasmas que evadem sanções

Marinheiros são recrutados para operar navios fantasmas que transportam petróleo sancionado, vivendo em condições análogas à escravidão e levantando preocupações geopolíticas e de segurança global.

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Foto: G1 Mundo
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16/02 às 07:01

Pontos principais

  • Marinheiros em navios como o petroleiro Beeta denunciam condições de 'escravidão moderna', falta de pagamento e suprimentos inadequados, operando sob sanções internacionais.
  • A 'frota fantasma', que triplicou desde a invasão da Ucrânia, utiliza navios antigos para transportar petróleo russo e iraniano, ocultando identidades para evadir sanções.
  • Esses navios frequentemente desligam sistemas de identificação, trocam nomes e bandeiras, e possuem propriedade obscura, dificultando o rastreamento e a responsabilização.
  • Governos ocidentais, liderados pelos Estados Unidos, intensificam ações contra o comércio ilegal de petróleo, interceptando petroleiros e buscando fortalecer regulamentações.

Marinheiros recrutados para operar a crescente 'frota fantasma' de navios que transportam petróleo sancionado estão enfrentando condições descritas como 'escravidão moderna'. Esses navios, muitos deles antigos e mal mantidos, operam fora das leis marítimas, desligando seus sistemas de identificação e trocando bandeiras para evadir sanções internacionais impostas a países como Rússia e Irã. Uma vez a bordo, os marinheiros são frequentemente enganados sobre as condições e ficam presos em situações perigosas, sem pagamento adequado e com suprimentos insuficientes.

A expansão dessa frota, que triplicou desde a invasão da Ucrânia, representa um desafio significativo para a segurança marítima e a geopolítica global. Governos ocidentais, incluindo os Estados Unidos, têm intensificado os esforços para combater essa prática, interceptando petroleiros e buscando fortalecer regulamentações. No entanto, o grande número de navios e os custos associados à sua apreensão e manutenção dificultam o desmantelamento completo dessa rede, enquanto os países sancionados continuam a adaptar suas operações para manter o fluxo de petróleo.

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