Demanda por acompanhantes de saúde cresce no Brasil com envelhecimento e famílias menores
O Brasil enfrenta um aumento na procura por acompanhantes de saúde devido ao envelhecimento populacional e à redução das famílias, impulsionando uma profissão ainda informal e em busca de regulamentação.
Pontos principais
- O envelhecimento da população brasileira e a diminuição do tamanho das famílias impulsionam a demanda por acompanhantes de saúde.
- Profissionais atuam de forma informal, oferecendo serviços variados e utilizando plataformas online para conexão com clientes.
- Apesar da previsão para cuidadores de idosos na CBO, a regulamentação específica para acompanhantes de saúde ainda está em tramitação no Congresso.
- Especialistas apontam que o Brasil envelheceu rapidamente sem preparo adequado, gerando desafios na formalização e oferta desses serviços.
- A Política Nacional do Cuidado, sancionada em 2024, busca reconhecer e qualificar a atividade, mas aguarda regulamentação efetiva.
A crescente demanda por acompanhantes de saúde no Brasil reflete uma mudança demográfica significativa, marcada pelo envelhecimento acelerado da população e pela redução do tamanho das famílias. Essa realidade tem impulsionado uma profissão que, embora essencial, opera majoritariamente na informalidade. Profissionais como Edineusa Matos e Girlaine Ferreira exemplificam a atuação nesse setor, oferecendo serviços que vão além do cuidado com idosos e utilizando plataformas digitais para conectar-se com clientes, geralmente por meio de pagamentos via Pix e sem vínculo empregatício formal.
Contudo, a falta de regulamentação específica para a atividade de acompanhante de saúde gera desafios. Enquanto a profissão de cuidador de idosos já está prevista na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO), a formalização para acompanhantes ainda tramita no Congresso. A Política Nacional do Cuidado, sancionada em 2024, representa um passo importante ao visar o reconhecimento e a qualificação da atividade, mas sua implementação efetiva e regulamentação são cruciais para garantir direitos e segurança tanto para os profissionais quanto para os usuários, que, atualmente, são majoritariamente das classes média e alta.
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