O Brasil enfrenta um aumento na procura por acompanhantes de saúde devido ao envelhecimento populacional e à redução das famílias, impulsionando uma profissão ainda informal e em busca de regulamentação.
A crescente demanda por acompanhantes de saúde no Brasil reflete uma mudança demográfica significativa, marcada pelo envelhecimento acelerado da população e pela redução do tamanho das famílias. Essa realidade tem impulsionado uma profissão que, embora essencial, opera majoritariamente na informalidade. Profissionais como Edineusa Matos e Girlaine Ferreira exemplificam a atuação nesse setor, oferecendo serviços que vão além do cuidado com idosos e utilizando plataformas digitais para conectar-se com clientes, geralmente por meio de pagamentos via Pix e sem vínculo empregatício formal.
Contudo, a falta de regulamentação específica para a atividade de acompanhante de saúde gera desafios. Enquanto a profissão de cuidador de idosos já está prevista na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO), a formalização para acompanhantes ainda tramita no Congresso. A Política Nacional do Cuidado, sancionada em 2024, representa um passo importante ao visar o reconhecimento e a qualificação da atividade, mas sua implementação efetiva e regulamentação são cruciais para garantir direitos e segurança tanto para os profissionais quanto para os usuários, que, atualmente, são majoritariamente das classes média e alta.